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Irã tenta enviar petróleo por ferrovia para a China diante de bloqueio

Irã tenta envio ferroviário de petróleo à China ante bloqueio dos EUA, elevando estoques e usando armazenamento com contêineres e tanques desativados

Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos em 11 de março deste ano.
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  • O Irã tenta enviar petróleo por ferrovia para a China devido aos bloqueios dos EUA aos seus portos.
  • O porta-voz da associação de exportadores iranianos, Hamid Hosseini, informou ao Wall Street Journal sobre a iniciativa.
  • O transporte ferroviário costuma ser menos eficiente e rentável que o marítimo, mas a restrição logística levou a soluções atípicas.
  • Com as restrições, os estoques de petróleo se acumulam, e o país recorre a armazenamento em embarcações ancoradas e a contêineres/tanques desativados em Ahvaz e Asaluyeh.
  • O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse que nenhum navio circula pelo Estreito de Ormuz sem autorização da Marinha dos EUA; o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o Irã não negocia sob pressão ou bloqueios.

O Irã busca alternativas para escoar sua produção de petróleo diante de restrições impostas pelos Estados Unidos aos seus portos. Em entrevista ao Wall Street Journal, Hamid Hosseini, porta-voz da associação de exportadores iranianos, informou que o país avalia o envio de cargas por ferrovia para a China.

Segundo o jornal, o modal ferroviário costuma ser menos eficiente e rentável que o marítimo, mas as restrições logísticas aceleraram buscas por soluções atípicas para manter o fluxo de vendas. Em paralelo, os estoques seguem pressionados pela dificuldade de embarque.

Com o bloqueio marítimo, o Irã tem acumulado petróleo e não consegue liberar navios-tanque vazios. A prática de armazenamento em embarcações ancoradas voltou a ocorrer, prática já adotada em períodos de crise.

Autoridades iranianas indicam ainda medidas não convencionais para ampliar a capacidade de estocagem. Entre elas, o uso de contêineres e tanques desativados, descritos como armazenamento de sucata, em Ahvaz e Asaluyeh, no sul do país.

O Irã, fortemente dependente das exportações de petróleo, busca evitar interrupções na produção frente aos limites logísticos do cenário geopolítico. O país afirma que não abrirá mão do fluxo de vendas, apesar das dificuldades.

Pelo lado americano, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou na última sexta que nenhum navio circula pelo Estreito de Ormuz sem autorização da Marinha dos EUA, reforçando o controle sobre uma rota estratégica de petróleo.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que o país não negociará um fim de guerra sob pressão, ameaças ou bloqueios, mantendo posição de resistência diante do conflito.

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