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Iván Mordisco, mais procurado da Colômbia, é apontado como sucessor de Escobar

Iván Mordisco, líder dissidente das Farc, é alvo da caçada do governo; fim de semana de ataques deixou 21 mortos e 56 feridos, com bombas em rodovias

Líder guerrilheiro colombiano Iván Mordisco discursa em evento em 16 de abril de 2023, em San Vicente del Caguán, Colômbia — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP
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  • Iván Mordisco, guerrilheiro dissidente das Farc, é apontado como mandante de mais de trinta ataques no sudoeste da Colômbia no fim de semana, incluindo a explosão em uma rodovia que deixou 21 mortos e 56 feridos.
  • Ele comanda aproximadamente 3.200 combatentes que se financiam por tráfico de cocaína, mineração ilegal, extorsão e outros crimes; rompeu negociações de paz em 2024.
  • O governo, chefiado pelo presidente Gustavo Petro, o chama de traqueto e ordenou o reforço das operações contra o grupo, oferecendo recompensas milionárias pela captura.
  • Os ataques ocorreram às vésperas das eleições gerais de 31 de maio, e autoridades classificam as ações como crimes de guerra/terrorismo.
  • Mordisco já teve rumores de morte, mas reapareceu em vídeos; ele afirma estar do lado dos pobres, embora seja acusado de assassinatos de policiais, civis e líderes sociais.

O guerrilheiro Iván Mordisco, líder do maior grupo dissidente das Farc, é apontado como mandante de mais de 30 ataques no sudoeste da Colômbia no último fim de semana. Entre as ações, houve a detonação de uma bomba em uma rodovia que deixou 21 mortos e 56 feridos. As informações vêm do governo colombiano, que classifica os atos como crimes de guerra.

Mordisco, cujo nome verdadeiro é Néstor Gregorio, comanda cerca de 3.200 combatentes. O grupo financia-se com atividades como tráfico de cocaína, mineração ilegal e extorsão. Ele não assinou o acordo de paz de 2016 e lidera uma facção dissidente após abandonar as negociações com o governo.

O governo de Gustavo Petro tem tratado Mordisco como a principal ameaça à segurança nacional. O presidente já ofereceu uma recompensa milionária pela captura do líder, que passou a ser visto como o principal antagonista das eleições de 31 de maio.

O que aconteceu

Entre as ocorrências, destacam-se explosões com uso de drones e veículos-bomba na região sudeste do país. O ministro da defesa descreveu a série de ataques como uma onda de violência relacionada ao contexto político e militar da Colômbia. As ações ocorreram ao longo de um fim de semana intenso.

Quem está envolvido

Além de Mordisco, membros de sua estrutura operacional aparecem como responsáveis por coordenação de ataques e financiamento do grupo. Autoridades mencionam a participação de células locais que executaram ordens do comediante dissidente. Pesquisadores ressaltam a natureza agressiva das operações e a persistência do núcleo principal.

Quando e onde

Os ataques ocorreram durante o fim de semana, em áreas do sudoeste colombiano, incluindo o departamento de Cauca, onde parte da explosão ocorreu. O governo informou que as ofensivas continuam mesmo com o acirramento da agenda eleitoral.

Por quê

A sequência de ataques é entendida como demonstração de poder diante das eleições. Autoridades afirmam que a prioridade é reduzir a capacidade operacional do grupo e proteger civis. A pressão é intensificada pela necessidade de manter a segurança pública em meio ao pleito.

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