- A Otan está estudando encerrar a prática de cúpulas anuais da aliança.
- A decisão final cabe ao secretário-geral Mark Rutte, com ele tendo a palavra final.
- A cúpula prevista para este ano ocorre nos dias 7 e 8 de julho, em Ancara, Turquia.
- Alguns membros defendem reduzir o ritmo e considerar encontros a cada dois anos, com possibilidade de não haver cúpula em 2028.
- O tema é influenciado pelo ambiente com o presidente dos EUA, Donald Trump, e pelas discussões sobre gastos com defesa e planejamento de longo prazo.
A Otan avalia encerrar a prática de realizar cúpulas anuais. A decisão final cabe ao secretário-geral, Mark Rutte, com base em deliberações de seis fontes próximas à Reuters. A medida poderia evitar um encontro potencialmente tenso com o presidente Donald Trump.
Segundo relatos, membros da aliança defendem reduzir o ritmo de reuniões. O tema ganhou força após críticas de Trump a aliados sobre apoio às operações no Irã e gastos com defesa. Não houve anúncio oficial da Otan.
As cúpulas seguem acontecendo todo verão desde 2021 e a reunião deste ano está marcada para Ancara, na Turquia, nos dias 7 e 8 de julho. Observadores afirmam que o formato anual tem gerado pressões de resultados imediatos.
Alguns países defendem realizar cúpulas com menor frequência, possivelmente a cada dois anos, ou até não realizar em 2028, ano de eleições presidenciais nos EUA. Ainda não houve decisão, e Rutte deve apresentar a avaliação final.
Diversos diplomatas lembram que encontros frequentes podem complicar o planejamento de longo prazo da aliança. Um diplomata destacou que menos cúpulas podem ampliar o foco em decisões estratégicas de defesa.
Phyllis Berry, pesquisadora do Atlantic Council, aponta que reduzir a frequência poderia diminuir o drama recente e permitir mais foco no trabalho da Otan. Em 2027, a cúpula ocorreria na Albânia, segundo fontes, no outono.
A Reuters também informou que, na prática, a cúpula de Haia no ano anterior foi marcada pela pressão dos gastos com defesa, com Trump exigindo alta de 5% do PIB. O encontro seguinte deve manter o padrão de consultas entre os aliados.
Possível impacto estratégico
- Se adotada, a mudança alteraria o calendário de decisões da Otan, com impactos sobre planejamento de missões, compras de defesa e coordenação entre os 31 membros. A Otan assegura que continuará reunindo seus chefes de Estado e governo entre as cúpulas.
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