- O tráfego pelo estreito de Ormuz segue praticamente parado, sem acordo entre os EUA e o Irã até o momento.
- Seis navios-tanque iranianos retornaram aos portos do Irã e navegaram de volta por Ormuz, com cerca de 10,5 milhões de barris de petróleo a bordo.
- Pelo menos sete navios, principalmente cargueiros, cruzaram o estreito nas últimas 24 horas, refletindo a calmaria recente.
- As negociações entre o Irã e os Estados Unidos foram interrompidas, dificultando avanços sobre o canal estratégico.
- Cerca de quatro milhões de barris de petróleo iraniano a bordo de navios-tanque atravessaram o bloqueio dos EUA em 24 de abril, segundo dados de satélite.
Seis navios-tanque iranianos retornaram a portos do Irã com cerca de 10,5 milhões de barris de petróleo, segundo monitoramento de satélite. O movimento ocorre em meio a negociações interrompidas entre Washington e Teerã e a continuidade de um cessar-fogo que afeta o estreito de Ormuz.
Dados de rastreamento de navios apontam que, nas últimas 24 horas, pelo menos sete navios, em sua maioria cargueiros de granéis sólidos, cruzaram o estreito de Ormuz. A maior parte das embarcações partia de portos iraquianos, com um barco de carga seca vindo de um porto iraniano.
O estreito de Ormuz, importante rota no golfo Pérsico, tem visto tráfego relevante mesmo com o impasse entre EUA e Irã. A passagem diária histórica variava perto de 140 navios antes do início de hostilidades entre as potências.
Movimentação de frota e números de petróleo
Segundo a análise de satélite da TankerTrackers.com, seis navios-tanque iranianos retornaram aos portos do país e navegaram de volta por Ormuz nos últimos dias, totalizando cerca de 10,5 milhões de barris de petróleo. Em separado, outra avaliação aponta que, em 24 de abril, quase 4 milhões de barris iranianos cruzaram sob o bloqueio dos EUA.
Comando Central dos EUA informou, até 25 de abril, o redirecionamento de 37 embarcações desde a imposição de sanções ao Irã em 13 de abril. As autoridades norte-americanas não detalharam trajetos por tipo de carga, mas destacaram ajustes operacionais.
Contexto e desdobramentos
Especialistas em dados destacam que a atividade no estreito segue mais contida quando comparada a períodos pré-conflito. A dinâmica atual reflete a morosidade diplomática entre as partes e a continuidade das restrições dos EUA sobre o Irã. A situação mantém visibilidade internacional sobre a estabilidade da rota de navegação.
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