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Tuvalu sediará, com Irlanda, 2º encontro pelo fim dos combustíveis fósseis

Tuvalu sediará em 2027 o segundo encontro pelo abandono dos combustíveis fósseis, com Irlanda na co-presidência, buscando afastar o lobby do petróleo

Vista aérea de uma ilha estreita com vegetação densa no centro, cercada por águas azuis do oceano. Ondas quebram na costa da ilha sob céu claro.
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  • Tuvalu deve sediar, em 2027, o segundo encontro pelo abandono dos combustíveis fósseis, em possível parceria com a Irlanda, que busca co-presidência.
  • A conferência atual acontece em Santa Marta, Colômbia, desde a semana passada, em parceria com os Países Baixos, reunindo países interessados em abandonar os fósseis.
  • A Colômbia lidera o evento e afirmou que países que não colaboram com a transição não foram convidados, incluindo EUA, Rússia e China.
  • Tuvalu enfrenta migração climática; mais de oitenta por cento da população já solicitou visto climático para a Austrália.
  • Líderes de Tuvalu, Samoa, Fiji, Palau, Micronésia e Vanuatu lançaram uma declaração pelo banimento dos fósseis no Pacífico e pela negociação de um Tratado Global sobre Combustíveis Fóssiles; há pré-COP marcada para outubro na região.

Tuvalu deve sediar, em 2027, o segundo encontro dedicado ao abandono dos combustíveis fósseis, em possível parceria com a Irlanda, que negocia a co-presidência. A informação foi confirmada por Maina Vakafua Talia, ministro de Assuntos Internos, Mudanças Climáticas e Meio Ambiente, à Folha.

O encontro atual acontece desde a semana passada em Santa Marta, na Colômbia, em parceria com os Países Baixos. Trata-se do primeiro evento internacional que reúne países empenhados em abandonar gradualmente o uso de energia fóssil.

Contexto e objetivos

A conferência busca distanciar o foco do petróleo do eixo central das negociações, diferentemente das COPs da ONU. Países com posições diversas sobre obrigações na transição ambiental participam do encontro, que já envolve produtores e importadores.

Irene Vélez-Torres, ministra colombiana do Meio Ambiente, afirmou que não foram convidados países resistentes a avançar na agenda de combustíveis fósseis. Entre os não convidados aparecem EUA, Rússia e China.

Perspectivas para Tuvalu e a região

Tuvalu, ilha do Pacífico, é extremamente vulnerável à crise climática e ao aumento do nível do mar. O país tem apresentado ao mundo a situação de risco de desaparecimento em decorrência das mudanças climáticas.

Migrantes climáticos já se deslocam para países vizinhos. Em Tuvalu, estima-se que mais de 80% da população tenha solicitado visto climático para a Austrália, diante da subida do nível do mar.

No dia 17, autoridades de Tuvalu, Samoa, Fiji, Palau, Micronésia e Vanuatu lançaram uma declaração pelo banimento gradual de combustíveis fósseis no Pacífico e pela adoção de uma transição completa para energias renováveis.

Próximos passos e eventos relacionados

O acordo para sediar 2027 vem em meio a diversos movimentos regionais de cooperação climática. Em outubro, Tuvalu sediará, com Fiji, uma pré-COP, preparando o terreno para a conferência da ONU em novembro, em Antália, Turquia. A COP31 terá co-presidência australiana e turca.

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