- Ataques israelenses em Gaza deixaram cinco mortos, incluindo o menino Adel Al-Najjar, de 9 anos, no leste de Khan Younis.
- Um drone teria atingido a criança; um ataque aéreo na Cidade de Gaza atingiu um veículo, matando outras quatro pessoas.
- O Exército de Israel afirmou que o alvo em Khan Younis representava ameaça às tropas ao se aproximar da linha amarela, mas não apresentou evidências.
- Familiares disseram que o menino coletava papelão para cozinhar, em meio à falta de gás e de eletricidade na região.
- A violência persiste mesmo com o cessar-fogo desde outubro de 2025; autoridades de Gaza indicam mais de 72.500 palestinos mortos desde o início da guerra, com ataques diários relatados.
Dois ataques realizados por forças israelenses na Faixa de Gaza deixaram cinco palestinos mortos, entre eles uma criança de 9 anos, nesta terça-feira. Segundo autoridades de saúde, um drone atingiu Adel Al-Najjar no leste de Khan Younis, no sul do enclave, enquanto um ataque na Cidade de Gaza atingiu um veículo, resultando em quatro mortes.
O Exército de Israel informou que o alvo de Khan Younis era um indivíduo que representava ameaça às tropas ao se aproximar da linha amarela que marca a área ocupada. Não foram apresentadas evidências públicas de ameaça concreta.
No ataque à Cidade de Gaza, o Exército disse ter mirado um suposto terrorista, sem fornecer provas adicionais. O hospital Nasser descreveu o falecimento de Najjar, cuja família relata que ele coletava papelão para cozinhar devido à escassez de gás.
Parentes e vizinhos acompanharam o corpo de Najjar no necrotério, com velório simples antes do enterro. A família afirmou que a cidade enfrenta racionamento de energia elétrica e dificuldades para acesso a gás de cozinha.
A violência em Gaza persiste mesmo após o cessar-fogo acordado em outubro de 2025. Médicos locais dizem que pelo menos 800 palestinos foram mortos desde então, enquanto Israel aponta perdas entre seus soldados em ações de militantes.
Suhaib Al-Najjar, outro parente, lamentou as mortes de crianças diante da situação humanitária, descrevendo o impacto sobre milhares de famílias. Autoridades de Gaza indicam que mais de 72.500 palestinos foram mortos desde o início da guerra, em outubro de 2023.
O Hamas e Israel se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo, sem avanços visíveis para uma trégua duradoura. O conflito, que teve início com o agravamento da crise em 2013, continua a gerar choques e deslocamentos diários na região.
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