- O bloqueio de internet no Irã completa 60 dias nesta terça-feira (28), segundo o grupo NetBlocks, deixando a população em uma “escuridão digital”.
- Autoridades cortaram o acesso à internet global há dois meses, segundo o monitoramento.
- O bloqueio ocorre em um contexto de repressão e de pressão econômica ampliada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra Teerã.
- Moradores afirmam que o isolamento dificulta a busca por empregos online e acesso a informações.
- Somayeh, professora de alemão online, disse à CNN que a renda caiu e há muita incerteza sobre o futuro.
O bloqueio de internet imposto pelo governo do Irã completa 60 dias nesta terça-feira, segundo o grupo de monitoramento NetBlocks. O regime mantém o país em uma espécie de isolamento digital, dificultando o acesso a serviços online.
Segundo a NetBlocks, houve corte do acesso à internet global, iniciado há dois meses. A medida ocorreu em meio a uma repressão estatal amplificada no início do ano, com impacto direto no dia a dia dos iranianos.
O contexto inclui pressão econômica agravada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra Teerã, além de ataques retaliatórios. Analistas apontam que o bloqueio agrava o desemprego e a incerteza econômica local.
Impacto no trabalho remoto e em atividades online é observado por moradores. Em Isfahan, uma moradora na faixa dos 50 anos descreve dificuldade para encontrar oportunidades de emprego pela internet.
A profissional que ensina alemão online há anos relata queda de renda e incerteza constante quanto ao futuro, destacando que a conectividade ausente dificulta atividades profissionais e acadêmicas.
Impacto social
O bloqueio limita a divulgação de informações sobre protestos e violências, segundo organizações de direitos humanos. Autoridades já justificam medidas como salvaguarda da ordem pública.
Embora a cessação de acesso seja fase crítica, autoridades não ofereceram prazos para restabelecimento completo da rede. Observadores afirmam que o efeito é global, atingindo educação, serviços e comércio.
Fontes especializadas indicam que o bloqueio permanece sob vigilância de organizações internacionais, que monitoram impactos em direitos digitais, liberdade de expressão e conectividade da população.
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