- EUA analisam a proposta mais recente do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, dois meses após o início da guerra no Oriente Médio.
- As negociações de paz entre Washington e Teerã continuam sem resultados, com uma trégua frágil em vigor há quase três semanas.
- O Irã enviou mensagens escritas a Washington, com ajuda do Paquistão, detalhando suas linhas vermelhas, incluindo o programa nuclear e Ormuz.
- O presidente Donald Trump reuniu‑se com seus principais assessores para discutir a proposta, e o chanceler Abbas Araghchi afirmou que as exigências de Washington teriam dificultado a rodada anterior.
- O Irã reivindica garantias de segurança para avançar com a normalização no Golfo; o Parlamento iraniano prepara lei para colocar Ormuz sob controle das Forças Armadas e pode impor tarifas em moeda iraniana.
A Casa Branca informou que analisa a proposta mais recente do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, dois meses após o início do conflito no Oriente Médio. A medida ocorre em meio a uma trégua frágil e a impasse nas negociações entre Washington e Teerã.
As negociações de paz seguem sem resultados até o momento. O governo americano descrita a trégua como frágil, com esforços diplomáticos ainda em curso para evitar uma escalada no estreito, crucial para o trânsito de combustíveis.
Desdobramentos
O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com conselheiros de segurança para discutir a nova proposta iraniana, após o Irã enviar mensagens por meio do Paquistão, mediador. Em Washington, a oferta foi declarada em avaliação.
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse à Fox News que a proposta seria melhor do que o esperado, mas questionou sua autenticidade e pediu garantias de que qualquer acordo impeça o desenvolvimento de armas nucleares.
Contexto internacional
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que as negociações falharam por exigências excessivas dos EUA, durante visita à Rússia, onde Putin prometeu apoio à linha de atuação de Teerã. Araghchi também negou enfraquecimento do Irã.
Em Teerã, a imprensa estatal destacou que o país mantém sua resistência às pressões externas, sinalizando que o Estreito de Ormuz segue como ponto central das tratativas. A visita de Araghchi a Omã e Paquistão precedeu a rodada de negociações em Islamabad.
Na região, o balanço da guerra já inclui várias mortes e impactos econômicos. No Irã, um bombardeio na cidade de Minab elevou o número de vítimas da ofensiva inicial. No Líbano, ataques israelenses resultaram em mortos e feridos.
O conflito envolve ainda o Hezbollah e a disputa pelo controle de vias marítimas estratégicas, com a comunidade internacional pedindo contenção e abertura de canais diplomáticos para evitar nova escalada.
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