Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Guerra no Irã pode afetar cabos submarinos de comunicações

Irã alerta que cabos submarinos no Estreito de Ormuz são ponto vulnerável para a economia digital da região, elevando risco de interrupções e reparos industriais

Dispositivo chinês capaz de cortar cabos submarinos — Foto: Bloomberg
0:00
Carregando...
0:00
  • O Irã alertou que cabos submarinos no Estreito de Ormuz são um ponto vulnerável para a economia digital da região, com risco de ataques à infraestrutura crítica.
  • O estreito é crucial para o trânsito global de petróleo e também abriga cabos de fibra óptica que ligam a Índia e o Sudeste Asiático à Europa, passando pelo Golfo Pérsico e pelo Egito.
  • Cabos submarinos carregam cerca de 99% do tráfego mundial de internet, sendo essenciais para serviços em nuvem e telecomunicações; danos podem deixar a internet mais lenta e prejudicar o comércio.
  • Principais riscos incluem falhas por atividades humanas acidentais (como pesca e âncoras) e, em menor medida, sabotagem; operações militares aumentam o risco de danos acidentais.
  • Mesmo com danos potenciais, redes via satélite não substituem os cabos por causa do volume de dados; reparos e escolha de rotas seguras são cruciais para manter a conectividade.

O Irã advertiu na última semana que os cabos submarinos no Estreito de Ormuz representam uma vulnerabilidade para a economia digital da região. A afirmação ocorre em meio a tensões geopolíticas que elevam o risco de ataques à infraestrutura crítica de comunicações.

O estreito, crucial para o fluxo global de petróleo, abriga múltiplos cabos de fibra óptica que conectam a Índia e o Sudeste Asiático à Europa, passando pelo Golfo Pérsico e pelo Egito. A comunicação internacional depende bastante dessa operação, sobretudo para serviços de nuvem e dados online.

Importância dos cabos submarinos

Cabos no fundo do mar transmitem a maior parte do tráfego de internet mundial, segundo a UIT. Eles sustentam telecomunicações, energia e conectividade entre países, sustentando o comércio eletrônico e as transações financeiras.

Segundo a analista Masha Kotkin, danos aos cabos geram internet mais lenta, interrupções de serviços e impactos econômicos decorrentes das falhas. Países do Golfo aceleram investimentos em IA e infraestrutura digital para diversificar economias além do petróleo.

Principais cabos no Estreito de Ormuz

Entre os codes cabos que passam pela região estão o AAE-1, ligando Sudeste Asiático à Europa via Egito e com pontos no UAE, Omã, Catar e Arábia Saudita; a rede FALCON, ligando Índia e Sri Lanka a Golfo, Sudão e Egito; e o Gulf Bridge International, conectando países do Golfo, inclusive o Irã. Há planos de novos sistemas liderados pela Ooredoo, do Catar.

O risco de danos é analisado pelo Comitê Internacional de Proteção de Cabos (ICPC), que aponta entre 150 e 200 incidentes anuais de falhas. A maior parte decorre de atividades humanas acidentais, como pesca ou encalhe de âncoras, apesar de sabotagens patrocinadas por governos permanecerem como possibilidade.

Contexto do conflito e impactos indiretos

A guerra no Irã, já próximo de dois meses, provocou interrupções na oferta de energia e comprometeu infraestrutura regional, com danos a centros de dados da AWS no Bahrein e nos Emirados. Os cabos submarinos, porém, não sofreram danos diretos até o momento.

Há, porém, risco indireto: navios danificados podem, acidentalmente, acertar cabos ao arrastar âncoras. Analistas ressaltam que a duração do conflito aumenta as probabilidades de incidentes dessa natureza.

Desafios para reparo e alternativas

Reparos em zonas de conflito enfrentam dificuldades, principalmente pela necessidade de autorizações para acessar águas afetadas. Questões de navegação e de seguros elevados também impactam a viabilidade do conserto.

Logo após o fim do conflito, será preciso mapear novamente o fundo do mar para evitar áreas perigosas e localizar cabos danificados. Operadores precisam avaliar rotas alternativas e a resiliência da rede mundial diante de novas interrupções.

Alternativas à infraestrutura submarina

A substituição total por satélites não é viável para suportar o mesmo volume de tráfego, segundo especialistas. Redes terrestres e soluções via órbita baixa enfrentam limitações de escala e custo, mantendo os cabos como solução predominante para o tráfego global de dados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais