- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Irã tem se vangloriado de controlar parte relevante do fluxo global de energia, inclusive bloqueando navios no estreito de Ormuz.
- Rubio disse que o Irã expõe publicly a possibilidade de manter 20% a 25% da energia mundial como refém, em referência a ameaças ao fornecimento global.
- As falas foram feitas em entrevista à Fox News, no contexto de negociações ainda incertas entre Estados Unidos e Irã após um cessar-fogo temporário.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou aos assessores que não está satisfeito com a proposta iraniana para reabrir o estreito de Ormuz, que não aborda o programa nuclear de Teerã.
- Rubio ligou o tema a uma “arma econômica” e afirmou que, se normalizado, o controle de rotas próximas às costas poderia criar um precedente mundial, mantendo como principal preocupação o programa nuclear iraniano.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira 27 de abril de 2026 que o Irã tem se vangloriado de controlar parte relevante do fluxo global de energia. A declaração ocorreu durante entrevista à Fox News e envolve o estreito de Ormuz, importante passagem para o petróleo.
Segundo Rubio, o governo iraniano estaria publicamente promovendo a ideia de que pode interferir no abastecimento mundial, incluindo a possibilidade de manter 20% a 25% da energia mundial como refém. A fala ocorre em meio a negociações incertas entre EUA e Irã e a um cessar-fogo considerado temporário por Washington.
O secretário descreveu o controle de rotas marítimas como uma “arma econômica”, alertando sobre o risco de que a normalização desse poderize estabelecimentos comerciais globais. Ele afirmou que haveria consequências se esse precedente se firmar, com países cobrando pedágios para navegarem perto de suas costas.
Rubio destacou que, apesar de sinais de diálogo, persiste a dúvida sobre a disposição iraniana de firmar um acordo duradouro. O foco dos EUA permanece no programa nuclear do Irã, que, segundo autoridades, é visto como fator central para a estabilidade internacional.
Contexto das negociações
O governo americano mantém que o principal objetivo é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, associando esse objetivo a questões de segurança regional e global. O Irã, por sua vez, busca acordos que reduzam sanções e restrinjam de maneira verificável as atividades nucleares, conforme reportado pela imprensa britânica e norte-americana.
A situação envolve tensões entre Washington e Teerã após propostas iranianas para reabrir o estreito de Ormuz terem sido rejeitadas por autoridades dos EUA. O governo americano aponta dificuldades econômicas internas no Irã e a necessidade de garantias duráveis sobre o programa nuclear.
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