- O Irã deve apresentar nos próximos dias uma proposta de paz revisada, segundo fontes próximas à mediação no Paquistão.
- A revisão ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar que não aceitaria a versão anterior do documento.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, retorna a Teerã nesta terça-feira, após visita à Rússia, para consultar líderes do regime.
- O processo é lento por dificuldades de comunicação com o líder supremo, Mujtaba Khamenei, cujo paradeiro é mantido em segredo.
- Trump afirmou, em redes sociais, que o Irã está “em estado de colapso” e quer manter o Estreito de Ormuz aberto enquanto define sua liderança.
Mediadores no Paquistão esperam receber em breve uma proposta revisada do Irã para encerrar a guerra na região, após o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitar a versão anterior. O governo iraniano trabalha para apresentar ajustes que tornem o texto mais aceitável para Washington.
Segundo fontes próximas ao processo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, deve retornar a Teerã nesta terça após viagem à Rússia para consultar líderes do regime. O andamento depende ainda de contatos com o líder supremo, cuja localização é mantida em segredo.
Trump afirmou nas redes sociais que o Irã informou estar em estado de colapso e que quer manter o Estreito de Ormuz aberto enquanto define sua liderança. A declaração alimenta a expectativa de que Teerã busque um novo marco de negociação.
O conflito no Oriente Médio envolve EUA e Israel contra o Irã, com série de ataques e retaliações desde fevereiro. O Irã afirma mirar apenas interesses de EUA e Israel na região, enquanto os dois lados registram baixas civis e militares.
Dados da organização de direitos humanos apontam mais de 1.900 civis iranianos mortos desde o início do conflito, com dezenas de militares norte-americanos também mortos em ações de retaliação. A guerra se estende ainda ao Líbano, com o Hezbollah atuando na região.
No Irã, após a morte de grande parte da liderança, Mojtaba Khamenei foi eleito novo líder supremo. Analistas veem continuidade na linha de repressão, o que preocupa observadores externos. O governo americano reagiu com cautela à escolha.
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