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Irmãs e advogado de Maradona vão a julgamento por gestão fraudulenta de marcas

Justiça argentina leva a julgamento advogado Matías Morla e as irmãs Rita Mabel e Cláudia Norma por gestão fraudulenta das marcas de Maradona, após transferências a Sattvica que prejudicaram herdeiros

Irmãs e advogado de Maradona são acusados de fraude na gestão das marcas do craque Foto: Eduardo Nicolau/AE
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  • Justiça da Argentina decidiu levar a julgamento Matías Morla e as irmãs Rita Mabel Maradona e Cláudia Norma Maradona por suposta fraude na gestão das marcas de Diego Armando Maradona após a morte do jogador, em 2020.
  • O processo envolve mais três réus: Christian Maximiliano Pomargo, Sérgio Garmendia e a tabeliã Sandra Iampolsky; a denúncia foi apresentada por Dalma e Gianinna Maradona em 2021.
  • Segundo a acusação, as marcas registradas de Maradona teriam sido transferidas para a sociedade Sattvica S.A., criada em 2015 em nome de Morla, no Brasil e no exterior.
  • A Justiça afirma que Morla não devolveu os bens aos herdeiros, repassando-os a Rita e Cláudia entre setembro de 2022 e agosto de 2023, e que os movimentos teriam reduzido o patrimônio hereditário.
  • A decisão ocorre no contexto de novos desdobramentos envolvendo a morte de Maradona, com julgamento de sete médicos por homicídio qualificado por negligência, após um primeiro processo ter sido anulado.

A Justiça argentina decidiu levar a julgamento um caso envolvendo a gestão das marcas associadas a Diego Armando Maradona após sua morte, em 2020. O processo acusa o advogado Matías Morla e as irmãs Rita Mabel e Cláudia Norma, além de outras pessoas, de fraude na administração dos direitos comerciais do ídolo.

A ação foi iniciada em 2021, a partir de denúncias de Dalma e Gianinna Maradona, filhas do jogador. Em setembro de 2025, bens de Morla, das irmãs de Maradona e de mais envolvidos já haviam sido embargados.

Além de Morla e das irmãs, são réus Christian Maximiliano Pomargo, Sérgio Garmendia e a tabeliã Sandra Iampolsky. A acusação sustenta que houve manobra para se apropriar e administrar irregularmente os direitos de marca, em prejuízo aos herdeiros.

A investigação aponta que as marcas registradas teriam sido transferidas para a empresa Sattvica SA, criada em 2015 em nome de Morla, tanto na Argentina quanto no exterior. O processo afirma que o advogado não devolveu os bens aos herdeiros e os repassou a Rita e Cláudia entre 2022 e 2023.

Os acusados seriam responsáveis por continuar explorando os direitos das marcas de Maradona, promovendo movimentos societários que teriam reduzido o patrimônio hereditário. A Justiça sustenta que as ações teriam causado danos econômicos aos herdeiros.

Detalhes do processo

A decisão foi proferida pelo Tribunal Penal e Correcional Nacional N°43, após rejeitar recursos das defesas. A análise envolve a suposta transferência de ativos e abusos de confiança no gerenciamento das marcas.

Contexto relacionado

A notícia ocorre em meio ao segundo julgamento relativo à morte de Maradona, em que sete integrantes da equipe médica são acusados de homicídio por negligência. O caso anterior já havia sido anulado, abrindo novo capítulo jurídico.

Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, de edema pulmonar, durante recuperação de cirurgia cerebral em sua residência. O desdobramento atual foca na gestão de seus ativos pós-vida e na posição de herdeiros legais.

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