- Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), acrescendo tensão pelo controle do mercado mundial de petróleo.
- O anúncio levanta a possibilidade de reconfiguração do grupo, com a Arábia Saudita mantendo cotas maiores e os Emirados buscando ampliar a produção.
- Analistas veem o movimento como derrota para a Arábia Saudita e ganho estratégico para os Estados Unidos, em meio a mudanças de alianças regionais.
- No Líbano, um bombardeio israelense deixou 14 mortos, entre eles brasileiros; uma família brasileira relatou devastação e sofrimento ao receber a notícia.
- A ONU informou fragilidade humanitária no Líbano, com 115 mil pessoas ainda sem casa; outra família próxima pôde escapar por pouco de um míssil.
O movimento surpreendente vem dos Emirados Árabes Unidos, que anunciaram nesta terça-feira a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. A decisão marca uma reviravolta histórica no tabuleiro do petróleo e acende dúvidas sobre o futuro da Opep.
A medida contraria a postura do cartel, liderado pela Arábia Saudita, que mantém cotas proporcionais para estabilizar preços. Os Emirados defendem ampliar a produção para reduzir custos, enquanto a Arábia Saudita busca sustentar o peso do grupo no mercado global.
Especialistas afirmam que o rompimento sinaliza realinhamento geopolítico, com os Emirados aproximando-se de Israel e dos Estados Unidos. Ainda assim, não há indicação de impacto imediato nos preços do petróleo, diante de bloqueios estratégicos no Estreito de Ormuz.
Israel x Hezbollah
Na região, o Exército israelense ordenou a retirada de moradores de 16 cidades e vilarejos no sul do Líbano. O confronto entre Israel e o Hezbollah permanece tenso, com acusações recíprocas sobre o cessar-fogo.
Em Genebra, a ONU ressalta fragilidade humana no Líbano. A situação segue instável, apesar de a trégua vigorar. Cerca de 115 mil pessoas não puderam retornar às casas, segundo o Escritório da ONU.
Bombardeio no Líbano e brasileiros
Um bombardeio israelense no sul do Líbano deixou 14 mortos no último domingo. Entre as vítimas, estavam brasileiros. A família de Manal Jaafar, naturalizada, perdeu o filho de 11 anos, o marido libanês e uma funcionária de origem etíope.
Em entrevista, familiares no Paraná relatam o impacto. Mohamad Nader, tio de Manal, descreveu o sentimento como devastador, pela distância e pela impossibilidade de agir de imediato. A família morou quase 20 anos em Foz do Iguaçu antes de retornar ao Líbano em 2010.
O documentarista que acompanhou parentes no Líbano informou que o filho mais velho de Ghassan, de 22 anos, recebeu atendimento médico e já recebeu alta. O pai, a mãe e a irmã de Ghassan faleceram no ataque; ainda não haviam sido localizados os corpos.
Outra família brasileira em cidade próxima escapou por pouco de um míssil não detonado e permanece abrigada em uma escola, informam relatos de contato com o correspondente no terreno.
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