- Uma rede ligada ao líder do RSF, Mohamed Hamdan Dagalo (Hemedti), e a familiares acumulou mais de 20 imóveis de luxo em Dubai, totalizando £ seventeen point seven milhões em valores.
- A investigação aponta o Emirados Árabes Unidos como “porto seguro” para a família e a riqueza do grupo, que teria origem em boa parte do ouro contrabandeado do Sudão.
- Dubai funciona como hub para transformar ouro contrabandeado em moeda forte, com empresas ligadas ao RSF atuando nesse fluxo financeiro.
- Entre os bens, há villas de seis quartos perto do Meydan Racecourse e um terreno próximo ao Trump International Golf Club; parte dos imóveis é controlada por a empresa Prodigious Real Estate Management Supervision Services.
- Autoridades estrangeiras impõem sanções a indivíduos ligados ao Dagalo; o RSF é acusado de genocídio por organismos internacionais, enquanto o Golfo nega apoio com armas ou financiamento direta.
A investigação de um grupo de defesa americana aponta que a liderança da milícia RSF, no Sudão, criou um vasto portfólio imobiliário em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo o Sentry, o conjunto de bens soma mais de 20 propriedades de luxo avaliadas em 17,7 milhões de libras. A operação foi vinculada a familiares, indivíduos sancionados e entidades associadas ao líder do RSF, Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti.
A análise aponta que Dubai funciona como um “porto seguro” para a riqueza ligada à milícia, além de servir como base para atividades ligadas ao comércio de ouro, supostamente por meio de redes que convertem o ouro contrabandeado em moeda local. O relatório também indica que membros da família Dagalo teriam adquirido vilas com várias suítes em uma comunidade fechada próxima ao centro da cidade.
De acordo com o Sentry, parte do patrimônio é controlada por uma empresa registrada nos Emirados, cujo proprietário também possui vínculos com o comércio de ouro e já foi sancionado pelos EUA. Relacionados a Hemedti teriam adquirido outras propriedades em Dubai, incluindo uma parcela de terreno comprada pela esposa de Dagalo para investimento em um desenvolvimento de luxo próximo a um campo de golfe conhecido.
A investigação reúne dados de registros de imóveis, dados de telefone e passaportes para mapear a presença de familiares de Dagalo em áreas residenciais de alto padrão. Além disso, documentos apontam que um conhecido consultor financeiro ligado ao RSF e à família Dagalo mantém ativos relevantes no emirado.
O UAE nega ter fornecido apoio militar ou logístico ao RSF, posição reiterada por porta-vozes locais. O RSF está sob sanções internacionais, com integrantes próximos a Dagalo também sancionados por autoridades estrangeiras. As autoridades apontam que o conflito no país gerou uma grave crise humanitária, com milhões necessitando de ajuda.
Propriedades e ligação com o ouro
A investigação aponta que partes do patrimônio teriam origem no comércio de ouro e em operações de contrabando, abastecendo redes ligadas ao RSF. Em Dubai, uma empresa ligada à família Dagalo aparece em registros de propriedade de imóveis avaliados em milhões de libras.
A Sentry afirmou que a cidade funciona como hub para o processamento de fundos e ativos do grupo, reforçando a ideia de um complexo paramilitar-industrial em escala regional. O material também menciona que membros da família teriam se reunido em comunidades residenciais fechadas na região.
A reportagem cita ainda que Mustafa Ibrahim Abdel Nabi Mohamed, identificado como conselheiro financeiro sancionado pela UE e pelo Reino Unido, supostamente possui um apartamento no Burj Khalifa, marco da cidade. Não houve confirmação de que tais imóveis estejam sob propriedade direta dos Dagalo ou de seus familiares.
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