- Centenas de migrantes africanos participaram de uma marcha anti-imigração ilegal em Pretoria, com apelos à vigilância reforçada diante de temores de ataques xenófobos.
- A missão diplomática de Gana orientou seus nacionais a fecharem lojas e manterem perfil baixo; o líder da União Nigeriana na África do Sul pediu aos membros para ficarem em casa.
- Há previsão de outra marcha, desta vez em Joanesburgo, nesta quarta-feira.
- A tensão xenófoba ganhou espaço político, associada a preocupações com empregos e uso de serviços públicos, enquanto o presidente Ramaphosa pediu que cidadãos não alimentem preconceitos.
- A cidade abriga grande comunidade migrante; autoridades alertam sobre ataques xenófobos e destacam o papel da solidariedade continental. (Reuters/BBC)
Durante protesto anti-imigração em Pretoria, centenas de migrantes africanos foram orientados a manter vigilância elevada. A marcha ocorreu nesta terça-feira, com foco na imigração irregular e em medidas de segurança para evitar incidentes.
A comissão diplomática de Gana aconselhou seus cidadãos a fechar estabelecimentos e reduzir exposição pública, enquanto o líder da Nigerian Union in South Africa pediu que nigerianos permaneçam em casa. As autoridades locais destacaram a importância de evitar confrontos.
Outra passeata contra imigração está prevista para quarta-feira em Johannesburg, onde os organizadores pretendem seguir em direção a uma área administrativa.
Contexto
A tensão anti-imigração ganhou espaço político nos últimos anos, com acusações de que estrangeiros ocupam empregos e utilizam serviços públicos. O governo tem reiterado a necessidade de convivência pacífica entre africanos.
Segundo dados oficiais, cerca de 2,4 milhões de migrantes vivem na África do Sul, equivalente a quase 4% da população. O país enfrenta altos índices de desemprego e episódios de xenofobia que já resultaram em violência.
Reação internacional
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou ataques xenófobos e pediu respeito à diversidade e à solidariedade entre nações. A organização afirmou que violência não tem lugar numa sociedade democrática e inclusiva.
Representantes de comunidades migrantes relataram episódios de intimidação e assédio durante as marchas. Organizações africanas destacaram a necessidade de proteção a cidadãos de diferentes nacionalidades residentes no país.
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