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NZ cancela estátua de escravas sexuais da Segunda Guerra após protesto japonês

Nova Zelândia cancela plano de estátua de “comfort women” após protesto do Japão, citando possível impacto nas relações bilaterais e na coesão multicultural

A file photo of a bronze comfort woman statue in Berlin, Germany, which has since been removed
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  • O conselho local de Auckland, Devonport-Takapuna, rejeitou o plano de instalar uma estátua em um jardim público que simbolizaria as chamadas “mulheres de conforto” forçadas pela Japão na Segunda Guerra Mundial.
  • A embaixada do Japão avisou que a instalação poderia impactar significativamente as relações diplomáticas entre Japão e Nova Zelândia.
  • A estátua de bronze mostra uma menina ao lado de uma cadeira vazia e foi oferecida pela Korean Council for Justice and Remembrance.
  • A estimativa é de mais de 200 mil mulheres e meninas forçadas à prostituição durante a guerra, incluindo Coreia, China, Filipinas, Indonésia e Taiwan.
  • A decisão levou em conta consulta pública e feedback, que indicaram falta de apoio da comunidade; o governo da Nova Zelândia afirmou que houve representações formais do Japão, mas decisões sobre monumentos cabem aos governos locais.

O conselho de Auckland rejeitou planos para instalar uma estátua em homenagem às chamadas mulheres de conforto, forçadas à prostituição durante a Segunda Guerra Mundial pelo Japão. A peça, em bronze, mostra uma menina ao lado de uma cadeira vazia e foi doada pelo Conselho Coreano de Justiça e Memória.

A proposta enfrentou críticas diplomáticas: a embaixada do Japão alertou que a instalação em um jardim público de Auckland poderia impactar as relações entre os dois países. A decisão foi tomada após consulta pública e análise de feedback da comunidade.

A estátua foi recusada pela Junta Local de Devonport-Takapuna, após avaliação do corpo técnico do município. O governo da Nova Zelândia informou que o Japão apresentou representações formais, mas as decisões sobre estátuas cabem às autoridades locais e comunidades.

Contexto internacional

O Japão reconhece a existência do tema, mas sustenta que autoridades têm trabalhado para tratar o assunto de forma diplomática com a Coreia. Londres e outras cidades também já acolheram monumentos semelhantes em diferentes momentos.

Estimativas históricas apontam que mais de 200 mil mulheres, principalmente coreanas, foram forçadas a prestar serviços sexuais para militares japoneses, abrangendo ainda mulheres chinesas, filipinas, indonésias e taiwanesas.

História de símbolos semelhantes

Monumentos desse tipo já foram erguidos em outras nações. O primeiro foi inaugurado em Seul, em 2011. Em 2018, a cidade de Osaka rompeu laços com San Francisco devido a uma instalação similar.

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