- Trump criticou o primeiro-ministro alemão Friedrich Merz, dizendo que ele apoia que o Irã tenha arma nuclear, o que é falso, já que Merz afirmou que o Irã não deve possuir armas nucleares.
- Merz afirmou que a liderança iraniana humilha os Estados Unidos e que as autoridades americanas viajam ao Paquistão sem chegar a resultados, durante palestra em Marsberg.
- As falas de Merz evidenciam tensões entre Washington e aliados da Otan sobre a estratégia no conflito iraniano.
- Trump já ameaçou interromper armas à Ucrânia para pressionar os parceiros a reabrirem o estreito de Hormuz, cuja passagem está bloqueada pelo Irã.
- O diplomata iraniano Abbas Araghchi viajou à Rússia após negociações fracassadas no Paquistão e Omã, em busca de avanços para a paz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o primeiro-ministro alemão Friedrich Merz por afirmações sobre a postura do Irã na conjuntura política, em tom que o porta-voz descreveu como distorcido. A fala ocorreu em meio à guerra no Irã, com foco nas negociações para encerrar o conflito. Merz havia dito que o Irã estava humilhando os EUA.
Segundo Trump, em publicação no Truth Social, Merz defende que o Irã possa ter arma nuclear, postura que o mandatário brasileiro considerou incorreta. Merz já havia afirmado que o Irã não deve possuir armas nucleares, o que gerou resposta pública de Washington.
Merz afirmou na segunda-feira que a liderança iraniana humilha os Estados Unidos e desvia autoridades ao Paquistão sem alcançar resultados. O alemão também disse não enxergar uma estratégia de saída clara para os EUA na guerra do Irã, enfatizando tensões entre EUA e aliados europeus da Otan.
Contexto diplomático e desdobramentos
Trump tem indicado insatisfação com o papel da Otan no conflito com o Irã e, no passado, sinalizou a possibilidade de reduzir o suporte militar à Ucrânia para pressionar aliados. A postura ocorre em meio a impactos nos mercados e a subida nos preços do petróleo, com a região passando por turbulências logísticas.
Merz reiterou que europeus não foram consultados antes do início de ataques ao Irã pelos EUA e Israel, em 28 de fevereiro. Ele afirmou, ainda, que comunicou seu ceticismo ao presidente americano após as negociações frustradas no Paquistão.
As negociações de paz sofreram abalos desde a tentativa de retomada de contatos, com o Paquistão e Omã buscando facilitar conversas. O Irã tem mantido interlocutores como o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi, que viajou à Rússia após episódios diplomáticos, em busca de apoio para avanços diplomáticos.
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