- O presidente dos EUA recebeu Charles III e Camilla no Salão Oval para uma cerimônia de recepção militar, destacando a “relacionamento especial” entre EUA e Reino Unido.
- Trump declarou que, desde a independência americana, americanos não tiveram amigos mais próximos que os britânicos, em meio a tensões recentes entre os dois países.
- A visita de quatro dias celebra o 250º aniversário da Declaração de Independência e inclui um discurso de Charles ao Congresso dos EUA.
- O monarca deve ressaltar que EUA e Reino Unido, ao longo de 250 anos, encontraram formas de se unir em tradições democráticas, legais e sociais.
- Questões de comércio devem marcar a parceria, com Trump ameaçando impor tarifa significativa se o Reino Unido não abandonar o imposto sobre serviços digitais, enquanto Charles deverá mencionar acordos de tecnologia e comércio.
Donald Trump recebeu no White House uma cerimônia de boas-vindas para o rei Charles III e Camilla, na segunda dia da visita de Estado do monarca, ocorrendo durante quatro dias de agenda. O evento aconteceu em Washington, com autoridades norte-americanas representando a realeza britânica.
O presidente americano elogiou a chamada relação especial entre EUA e Reino Unido, afirmando que os americanos nunca tiveram amigos mais próximos do que os britânicos. O tom ocorreu em meio a tensões diplomáticas recentes entre os dois países.
Durante a cerimônia militar, Trump descreveu o momento como um privilégio, ao lado de Melania Trump. Charles e Camilla acompanharam a apresentação ao lado de dignitários convidados e centenas de espectadores.
Desdobramentos diplomáticos
Charles tem a oportunidade de abordar tensões anteriores entre Washington e Londres em seu discurso ao Congresso dos EUA, marcado para nesta terça-feira. O príncipe destacará a cooperação histórica entre as duas nações para superar divergências.
Na fala de Charles, espera-se uma reafirmação de que, apesar de diferenças, as bases democráticas, legais e sociais compartilhadas mantêm o alinhamento entre os dois países.
Trump já havia feito críticas ao governo britânico, incluindo ao premiê local, e chegou a sugerir condições para um possível acordo comercial. A visita visa favorecer o diálogo e a retomada de vias diplomáticas.
Agenda econômica e segurança
Outro ponto relevante envolve questões comerciais, com o presidente americano sinalizando possíveis ajustes, inclusive sobre tarifas, caso o Reino Unido não atenda a demandas de políticas tributárias digitais que afetam empresas norte-americanas.
Charles deve ressaltar a importância de acordos de comércio e tecnologia para a parceria econômica entre as duas nações, destacando o papel estratégico de Washington e Londres no cenário global.
Participantes e contexto
Entre os presentes estavam membros da administração de Trump, como o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth, além de outros assessores. A cerimônia contou com a atuação da banda presidencial e uma salva de 21 tiros em homenagem aos visitantes.
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