- O presidente dos EUA, Donald Trump, não ficou satisfeito com a última proposta do Irã para reabrir o estreito de Ormuz.
- A proposta previa deixar de lado a discussão sobre o programa nuclear iraniano até o término da guerra e a resolução de disputas sobre o transporte no Golfo.
- A Casa Branca afirmou que os EUA mantêm suas linhas vermelhas e buscam encerrar o conflito que começou em fevereiro.
- O Irã tem seguido a agenda diplomática, com o chanceler Abbas Araqchi visitando Islamabad, Omã e Rússia, buscando apoio externo.
- No mercado de energia, o petróleo subiu quase 3% com as restrições ao fluxo pelo estreito de Ormuz, enquanto navios ligados ao Irã foram obrigados a retornar ao Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou insatisfação com a última proposta do Irã para encerrar o conflito na região, segundo uma autoridade dos EUA. A avaliação corta as esperanças de uma resolução rápida, em meio a tensões que afetam o abastecimento global de energia.
A proposta iraniana sugeria adiar as discussões sobre o programa nuclear até o fim da guerra, que estaria suspensa após um cessar-fogo. A ideia era resolver primeiro as disputas sobre o transporte marítimo no Golfo, conforme relatos de assessores.
A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, informou que os EUA mantêm suas linhas vermelhas e buscam encerrar o conflito que começou em fevereiro, com apoio a Israel. O país já deixou claro que não aceitará compromissos fora de seus pilares de segurança.
Relações EUA-Iran e deslocamentos diplomáticos
O Irã já atuou com diferentes interlocutores regionais. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, visitou Islamabad, Omã e Moscou nas últimas semanas, buscando apoio para a posição de Teerã. Em Moscou, Araqchi recebeu o respaldo de autoridades russas.
O governo iraniano também sinalizou disposição para compartilhar recursos de defesa com nações independentes, incluindo membros da Organização de Cooperação de Xangai. O bloco reúne Irã, Rússia, China, Índia, Paquistão e outros países da Ásia Central.
Impactos no mercado de petróleo
Os preços do petróleo registraram alta de quase 3%, com o mercado avaliando o fluxo real de petróleo próximo ao Estreito de Ormuz. Analistas destacam que o bloqueio afeta a oferta mundial, independentemente de retórica.
Dados de rastreamento mostraram que, nos últimos dias, ao menos seis navios-tanque ligados ao Irã foram forçados a retornar ao porto devido às restrições impostas. O Irã chamou a medida de pirataria, segundo comunicado divulgado pela mídia estatal.
Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo iraniano, afirmou que Teerã já se preparava para cenários de bloqueio marítimo antes das eleições presidenciais dos EUA em 2024. Ela indicou uso de corredores comerciais alternativos para reduzir impactos no abastecimento.
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