- Trump não está satisfeito com a última proposta iraniana para encerrar a guerra e prefere que as questões nucleares sejam tratadas desde o início.
- A proposta colocaria o debate sobre o programa nuclear em segundo plano, até que a guerra e as disputas sobre transporte marítimo no Golfo sejam resolvidas.
- As autoridades dos EUA mantêm suas linhas vermellhas ao buscar o fim do conflito que começou em fevereiro, citando impactos em energia e inflação.
- O Irã tem feito frentes diplomáticas, com visitas a Islamabad, Omã e Rússia, onde o chanceler Abbas Arakchi manteve contato com autoridades locais.
- O mercado de petróleo voltou a subir, com navios iranianos impedidos de seguir viagem pelo bloqueio dos EUA, o que levou a queda de fluxos pelo Estreito de Ormuz.
O governo dos EUA informou que Donald Trump não concorda com a última proposta do Irã para encerrar a guerra que já dura cerca de dois meses. A proposta propõe tratar o programa nuclear apenas após a pacificação do conflito e a solução de disputas sobre transporte marítimo no Golfo.
Segundo autoridades americanas, a resistência de Trump reside no fato de exigir que as questões nucleares sejam discutidas desde o início do diálogo, o que marca um endurecimento em relação às condições apresentadas pelo Irã.
A Casa Branca reiterou que os EUA mantêm suas linhas vermelhas para encerrar a guerra, que começou em fevereiro com apoio a Israel. A posição acompanha a tensão tecnológica, militar e diplomática na região.
Desdobramentos diplomáticos
O Irã tem feito deslocamentos diplomáticos desde o fim de semana, com o chanceler Abbas Araqchi visitando Islamabad, Omã e Moscou. Em Moscou, Araqchi manteve reunião com o presidente Vladimir Putin, recebendo apoio de aliados regionais.
O governo iraniano sinalizou disposição para cooperação com parceiros estratégicos. Em paralelo, o ministro da Defesa iraniano indicou que o país pode compartilhar recursos de defesa com nações independentes, incluindo membros da SCO.
As negociações ocorrem em meio a rumores de mudanças de cenário técnico, com mediadores buscando manter o cessar-fogo vigente. O objetivo é resolver as disputas de transporte no Golfo e evitar que o conflito se expanda.
Impactos econômicos e operacionais
Os preços do petróleo subiram quase 3% na terça-feira, ampliando ganhos da sessão anterior. Analistas destacam que, além da retórica, o fluxo físico de petróleo pelo Estreito de Ormuz é determinante para o mercado.
Dados de rastreamento indicam que pelo menos seis navios-tanque com petróleo iraniano foram obrigados a retornar ao Irã nos últimos dias, devido a bloqueios. O volume reduz a oferta global de petróleo.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou ataques a navios-tanque vinculados ao país, caracterizando as ações como pirataria. Em resposta, o governo afirmou ter medidas para enfrentar bloqueios sem depender de portos do Golfo.
Perspectivas
Antes, a negociação era apresentada como caminho para restaurar a paz, com a retirada de sanções e acordos sobre o programa nuclear. Embora haja apoio entre aliados, as partes permanecem distantes sobre a sequência de temas.
O Irã afirma que está pronto para ajustar estratégias caso haja mudanças no cenário internacional. A próxima rodada de negociações deve esclarecer condições para uma redução de hostilidades e normalização do fluxo comercial.
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