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União Europeia pressiona mudanças no Android

União Europeia exige que o Android seja aberto a IAs rivais até julho de 2026, buscando reduzir o privilégio do Gemini e prever multas de até 10% da receita global

UE quer o mesmo nível de integração do Gemini para assistentes concorrentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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  • A Comissão Europeia concluiu que o Gemini tem privilégio no Android, violando a Lei de Mercados Digitais (DMA), e exige abertura do sistema até julho de 2026 para IAs rivais.
  • A UE quer que IAs como ChatGPT e Grok possam ser integradas ao Android com o mesmo nível de acesso que o Gemini, incluindo atalhos por botões ou voz.
  • Os pontos-chave propostos incluem: uso de hardware de IA (NPUs) por desenvolvedores externos, contexto de tela para acompanhar as ações do usuário e APIs gratuitas para integração.
  • O Google afirma que abrir o Android pode comprometer privacidade e a autonomia de fabricantes na personalização de serviços.
  • A decisão final deve sair até 27 de julho de 2026, e, se não cumprir, a empresa pode sofrer multas de até 10% da receita global anual.

A Comissão Europeia intensificou a pressão sobre o Google, após abrir uma investigação em janeiro. A análise concluiu que o Gemini recebe privilégios no Android, favorecendo a própria ferramenta e violando a Lei de Mercados Digitais (DMA). A UE quer mudanças até julho de 2026.

Segundo o regulador, a integração do Gemini impede a competição de IA no Android. Embora seja possível instalar chatbots de terceiros, apenas o Gemini conversa profundamente com o sistema. A UE entende que essa exclusividade precisa cessar.

O Google sustenta que abrir o Android para terceiros pode comprometer a privacidade dos usuários. A empresa afirma que mudanças desse tipo criariam riscos adicionais de coleta de dados e segurança. A posição foi apresentada em resposta às exigências da UE.

Ao acessar aparelhos com Android hoje, o Gemini já está integrado ao sistema. A Comissão Europeia critica justamente a falta de recursos para serviços concorrentes. Reguladores veem o Google atuando como um porteiro que reserva funções para si.

O que a UE propõe

A UE pretende que desenvolvedores externos tenham o mesmo desempenho de IA local via hardware, APIs e interfaces. A ideia é que assistentes concorrentes tenham integração equivalente a do Gemini no Android.

Entre as mudanças, estão: acesso a unidades de processamento de IA (NPUs) com desempenho semelhante; visão de contexto para IAs rivais entenderem ações do usuário; APIs gratuitas para facilitar a integração.

O Brasil acompanha debates semelhantes no âmbito da Justiça, com casos envolvendo a Meta e IAs de terceiros no WhatsApp. A situação brasileira não é idêntica, mas reflete pressão regulatória sobre grandes plataformas.

Reações e timeline

A empresa já enfrentou medidas na DMA, como telas de escolha de navegador e limites ao compartilhamento de dados entre serviços. A nova pauta foca na IA, com prazo estimado para decisão final em 27 de julho de 2026.

Caso as exigências não sejam atendidas, a DMA prevê multas de até 10% da receita global anual da companhia. A estimativa aponta para impactos significativos, caso o Google não cumpre as medidas.

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