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Vendedor de antiguidades que expôs furtos no British Museum morre aos 61

Vendedor de antiguidades que expôs saques no British Museum morre aos sessenta e um; investigação segue e a instituição concede medalha póstuma

Dr Ittai Gradel, former academic, made his living buying and selling gems and other antiquities
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  • Dr. Ittai Gradel, 61 anos, morreu de câncer em um hospice na Dinamarca, após ter revelado roubos de centenas de artefatos do British Museum.
  • Antes professor, ele se tornou comerciante de joias e antiguidades, denunciando vendas de itens roubados do museu que surgiram em plataformas como o eBay.
  • Em dois mil itens estão listados pelo British Museum como roubados, ausentes ou danificados, conforme anúncio de 2023.
  • Gradel recebeu, pouco antes de morrer, a medalha do museu em reconhecimento à sua contribuição, em meio à saída do diretor Hartwig Fischer após as denúncias.
  • Durante o caso, Gradel devolveu mais de trezentos itens ao museu; autoridades continuam investigando as suspeitas de furto.

Dr Ittai Gradel, acadêmico que virou negociante de antiguidades, morreu de câncer aos 61 anos. Ele foi crucial para expor o roubo de centenas de artefatos do British Museum. Antes de falecer, recebeu uma medalha do museu, reconhecendo sua contribuição.

A polícia ainda investiga o caso, mais de três anos após o museu ter registrado as perdas em contato com a Scotland Yard. Gradel tinha alertado a instituição sobre saques ocorridos desde 2021, quando percebeu itens sendo vendidos online.

Em 2023, o British Museum informou que cerca de 2 mil itens estavam roubados, extraviados ou danificados. A revelação levou à demissão do então diretor Hartwig Fischer, que reconheceu falhas na resposta às denúncias.

Contexto do caso

Gradel colaborou com investigações da polícia e de reportagens para esclarecer o funcionamento do furto. Segundo documentos judiciais, um antigo funcionário do museu é acusado de furtar, danificar e vender artefatos, embora negue as acusações.

O museu concedeu a Gradel a medalha em reconhecimento à sua defesa de correção de injustiças, em meio a debates sobre gestão e transparência. Gradel afirmou, em vida, que preferia ver as investigações avançarem sem depender de desfecho pessoal.

Legado e desdobramentos

Antes de sua morte, Gradel descreveu como reorganizou sua vida após deixar a carreira acadêmica para atuar no mercado de antiguidades. Ele afirmou que ajudou o museu a melhorar a gestão e a responsabilização.

A família informou que ele desejava compartilhar histórias sobre joias antigas para inspirar novas gerações. Gradel também participou de projetos de comunicação sobre o caso, incluindo podcasts e produções audiovisuais.

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