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Ação contra Meta expõe plano chinês em disputa de IA

China ordena a reversão da Manus pela Meta, criando precedente de regulação retroativa sobre negócio concluído e elevando riscos para startups com laços com a China

Tela de smartphone mostra aplicativo aberto com busca pelo termo 'manus'. No fundo, logo da Meta em azul e preto sobre fundo branco.
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  • A China ordenou a reversão da aquisição da Manus pela Meta, avaliada em mais de US$ 2 bilhões, em decisão anunciada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) na segunda-feira, 27.
  • É a primeira vez que Pequim manda desfazer uma aquisição transfronteiriça de IA já concluída.
  • Manus, startup de Wuhan, desenvolve IA autônoma que navega na internet, manipula arquivos e gera código sem supervisão humana.
  • A operação envolveu transferência de parte da equipe para Singapura, demissões na China e fechamento de escritórios, para atrair capital americano.
  • Pequim sustenta que origem da tecnologia, do talento e dos dados é chinesa e que a mudança de sede não altera a jurisdição sobre esses ativos, abrindo potencial risco regulatório duplo para startups com vínculos chineses.

A China ordenou a reversão da compra da startup Manus pela Meta, dona do Facebook e Instagram. A ordem foi publicada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) na segunda-feira, 27 de abril, e envolve a transação avaliada em mais de US$ 2 bilhões. Pequim exige que as partes desfazem o acordo.

A Manus é uma startup de inteligência artificial autônoma criada em Wuhan pela Butterfly Effect, lançada em 2025. Diferentemente de chats como o ChatGPT, a Manus planeja navegar na web, manipular arquivos e gerar código sem supervisão humana. A empresa já superou modelos em testes internacionais de resolução de problemas.

Os fundadores, Xiao Hong e Ji Yichao, transferiram a Manus para Singapura após problemas com o governo chinês. A operação levou a demissões na China, fechamento de escritórios e bloqueio de acessos ao país. A equipe foi integrada aos escritórios da Meta em Singapura, com mais de 100 funcionários transferidos.

Repercussões e contexto

Pequim argumenta que a tecnologia, o talento e os dados da Manus têm origem chinesa, e que a mudança de sede não afeta a jurisdição sobre esses ativos. Em janeiro de 2026, o Ministério do Comércio chinês abriu investigação sobre conformidade do negócio com leis de exportação e investimento estrangeiro.

Em março, os fundadores foram convocados a Pequim pela NDRC e, após encontros, receberam a proibição de deixar o país. Desde então, não puderam participar das operações globais da Meta. O caso amplia o debate entre EUA e China sobre jurisdição de tecnologias desenvolvidas por talentos chineses fora do país.

A repercussão pode sinalizar risco regulatório maior para startups com vínculos chineses: regulações retroativas e controle sobre ativos intangíveis podem afetar acordos já concluídos. O tema é observado como indicativo de novas regras na disputa tecnológica entre as duas potências.

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