- Narges Mohammadi, ganhadora do Nobel da Paz, está presa na prisão central de Zanjan e apresenta queda de peso superior a 19 kg, além de suspeita de infarto; a defesa alega que a solicitação de licença médica foi negada.
- A família e a equipe jurídica afirmam que houve ataque cardíaco suspeito, desmaios e dor no peito, e que especialistas recomendam atendimento médico urgente em um hospital em Teerã.
- Médicos consultados destacam histórico cardíaco complexo e disseram que a prisão não oferece tratamento adequado, aumentando o risco à vida da ativista.
- Mohammadi foi rearrestada em dezembro de 2025 durante o serviço memorial de um ativista, e responde a novas acusações, somando mais de dez anos de prisão com pena adicional de sete anos e meio decretada em fevereiro de 2026.
- Familiares dizem estar mobilizados para cobrar sua liberação e destacam a necessidade de tratamento médico adequado, com esperança de que a moradora seja libertada.
Narges Mohammadi, ganhadora do Nobel da Paz em 2023, permanece na cadeia de Zanjan, no noroeste do Irã, após ter sido represa em dezembro de 2025. A família teme que a deterioração de sua saúde represente risco de vida, enquanto a defesa busca autorização médica temporária.
Os advogados informaram que Mohammadi sofreu um provável ataque cardíaco e ficou inconsciente na cela, com forte queda de peso. A equipe jurídica tenta obter uma suspensão médica de 30 dias para a pena, diante de dor torácica persistente e instabilidade da pressão arterial.
Condição de saúde e hospitalização
Especialistas cardiológicos que acompanham o caso destacam que a paciente tem histórico cardíaco complexo, com várias angioplastias anteriores. Eles afirmam que tratamento adequado exige hospitalização em Teerã, com equipe médica completa, o que não ocorre em Zanjan.
Contexto da prisão e pedidos da família
A família afirma que a falta de tratamento adequado aumenta o risco de piora clínica. A Fundação Narges Mohammadi enfatizou a gravidade da situação e a necessidade de intervenção médica urgente, destacando que o contexto prisional agrava o quadro.
Repercussões e declarações familiares
O irmão, Hamidreza Mohammadi, que reside em Oslo, descreveu a situação como devastadora e disse que manter Mohammadi na prisão configura um risco de vida. Os filhos também expressaram preocupação com o estado de saúde da mãe e reiteraram o pedido por tratamento adequado.
Histórico e contexto político
Mohammadi já cumpria mais de uma década de prisão antes da re-arrestação, tendo sido condenada em fevereiro de 2026 a mais sete anos e meio de detenção. As acusações incluem cooperação contra a segurança do estado e propaganda contra o governo. A ativista apoiou publicamente protestos de 2022 e defende direitos das mulheres e melhoria das condições carcerárias.
Perspectiva da família
A família afirmou que a médica de Mohammadi indicou a urgência de tratamento especializado, sob risco de dano permanente à saúde. A defesa reafirmou a busca por liberdade e pela garantia de atendimento médico adequado como prioridade imediata.
Entre na conversa da comunidade