- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, do partido Morena, de envolvimento com narcotráfico e solicitou sua extradição.
- A acusação faz parte de um caso que envolve dez atuais e ex-integrantes do governo e das forças de segurança de Sinaloa, suspeitos de colaborar com o Cartel de Sinaloa.
- Segundo o DOJ, houve uma rede de corrupção que permitia ao cartel operar com proteção institucional, mediante propinas e repasse de informações sobre operações policiais e militares.
- Rocha Moya teria mantido contato com o grupo Chapitos, ligado aos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán, e prometido garantir atuação do cartel no estado; o político também teria recebido apoio do grupo durante a eleição.
- O governo mexicano questiona as provas, dizendo que o pedido de extradição carece de embasamento; o DOJ afirma que alguns acusados participaram de sequestros e assassinatos para beneficiar o cartel.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou nesta quarta-feira, 29, uma acusação contra Rubén Rocha Moya, governador de Sinaloa, no México, pelo partido Morena. Segundo as autoridades norte-americanas, ele estaria envolvido com o narcotráfico em uma parceria com o Cartel de Sinaloa para facilitar o envio de drogas aos EUA. A promotoria pediu a extradição do governador.
A acusação integra um conjunto de ações contra dez atuais e ex-integrantes do governo e das forças de segurança de Sinaloa, suspeitos de cooperação com o Cartel de Sinaloa, que os EUA classificaram como organização terrorista no ano passado. As denúncias apontam uma rede de corrupção que protegeria o cartel em troca de apoio político e propinas.
Conforme o documento, Rocha Moya manteria contato com o grupo conhecido como Chapitos, ligado aos filhos de El Chapo Guzmán, e facilitaria a atuação do cartel dentro do estado. O político também é acusado de ter se beneficiado do respaldo do grupo durante o período eleitoral.
A denúncia afirma que alguns dos réus participaram de ações violentas, como sequestros e assassinatos, para defender os interesses do cartel. Em determinados casos, policiais teriam sido usados para executar operações ilegais em benefício da organização.
O governo dos EUA já formalizou o pedido de prisão e extradição do governador. Rocha Moya nega as acusações, afirmando que não possuem fundamento e classificando o caso como ataque político. O governo mexicano questiona a base das provas e afirmou que examinará o pedido de extradição, conforme o processo judicial do país.
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