- Série especial do Jornal Nacional revisita Pequim, o centro do poder na China, chegando à capital nesta quarta-feira.
- O conteúdo destaca Xi Jinping como o líder mais poderoso desde 1949, quando o Partido Comunista assumiu o controle do país.
- O material relembra Mao Tsé-Tung e as campanhas Grande Salto Adiante e Revolução Cultural, que marcaram a história chinesa.
- A narrativa mostra a abertura econômica iniciada por Deng Xiaoping e a criação da Zona Econômica de Shenzhen, contribuindo para a China tornar-se potência global mantendo o controle do Partido.
- Hoje, sob Xi, há centralização do poder, com mudanças como fim do limite de mandatos, intervenção em empresas, controle da imprensa e da internet, além de uma presença forte do partido em diversos setores.
A série especial do Jornal Nacional revisita a história de Pequim, centro do poder na China, para explicar como o país chegou ao cenário atual. A equipe viajou até a capital chinesa na quarta-feira, 29, para mapear a evolução do Partido Comunista e a consolidação do poder sob Xi Jinping.
A cobertura destaca o papel de Mao Tsé-Tung como referência histórica da linha ideológica que moldou a China moderna. O objetivo é compreender as raízes do poder central forte que marcou o século XX e influenciou a trajetória econômica do país.
Segundo o correspondente Felipe Santana, a história de Pequim ajuda a entender a China que hoje expande sua influência mundial, inclusive no Brasil, sob a liderança de Xi Jinping. A reportagem contextualiza passado e presente para explicar a configuração do poder.
Pequim e o legado de Mao
A narrativa aborda a centalização do Estado desde 1949, com o Partido Comunista tomando o controle de terras, fábricas e empresas. A série relembra campanhas históricas que moldaram o país, como o Grande Salto Adiante.
A Reforma Gradual e a abertura econômica, iniciadas após a morte de Mao, aparecem como marco para a transição da China de uma economia planejada para uma potência com atuação global. O papel do PCCh é destacado na condução dessas mudanças.
A era de Deng e a transformação econômica
O texto destaca a mudança de Deng Xiaoping, que introduziu forças de mercado sob controle estatal. A criação da Zona Econômica de Shenzhen é citada como ponto central dessa fase de abertura econômica, mantendo a hegemonia do partido.
Também é mencionada a adesão da China à Organização Mundial do Comércio, promovida por Jiang Zemin, e o crescimento acelerado sob Hu Jintao. Em dez anos, o PIB chinês quadruplicou, consolidando o status de segunda maior economia.
Xi Jinping e o poder centralizado
A reportagem observa que, sob Xi Jinping, o espaço para dissidência dentro do partido se estreitou e houve ampliação do controle estatal. O líder removeu limites de mandato, consolidando autoridade de forma inédita desde Mao.
O material aponta a presença de Xi em diversas esferas: governo, forças armadas, tecnologia e mídia. Com a constituição, o pensamento dele ganhou espaço institucional, reforçando a centralização de decisões.
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