- Sete membros da Opep+ devem concordar com novo aumento nas metas de produção, ajustando o ganho pela saída dos Emirados Árabes Unidos (EAU) do grupo.
- O aumento previsto era de 206.000 barris por dia para junho; com a saída dos EAU, o incremento deve ficar próximo, mas sem a participação dos Emirados, de 18.000 bpd a menos.
- A saída dos EAU é vista como ruptura nas relações com a Arábia Saudita, com Abu Dhabi buscando maior autonomia dentro do bloco.
- a Rússia informou que permanecerá na Opep+; os Emirados eram o quarto maior produtor, e a Rússia ocupa o segundo lugar, atrás da Arábia Saudita.
- Os contratos futuros de petróleo subiram fortemente, com o Brent a US$ 119,13 por barril e o WTI a US$ 106,73, em meio ao risco de fechamento do Estreito de Ormuz e às tensões entre EUA, Israel e Irã.
Poucos produtores da Opep+ poderão ampliar a produção na próxima reunião, após a decisão dos Emirados Árabes Unidos de sair do grupo a partir de 1º de maio. As autoridades discutem um novo aumento nas metas de produção, reduzindo o tamanho do ajuste que estava em pauta.
A saída dos Emirados acontece em meio a tensões geopolíticas e ao fechamento do Estreito de Ormuz, que dificulta o tráfego marítimo na região. A instabilidade influencia a capacidade de elevar a oferta global de petróleo, segundo fontes da indústria.
Na véspera, o Conselho de Administração não tinha fechado a decisão final sobre o nível de aumento, apesar de três fontes próximas às discussões citarem um movimento semelhante aos aumentos anteriores, porém com participação efetiva já reduzida pela saída de Abu Dhabi.
O presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou a última proposta iraniana e manteve o bloqueio naval aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, até que Teerã aceite um pacto que atenda às preocupações de Washington sobre seu programa nuclear.
Antes da anúncio de saída dos Emirados, esperava-se que oito membros da Opep+ seguissem com um aumento de 206 mil barris por dia em junho, repetindo os aumentos de abril e maio. A decisão ainda não foi tomada pela Opep+.
A Rússia comunicou a intenção de permanecer na Opep+ mesmo com a saída dos Emirados Árabes Unidos. O Kremlin afirmou esperar que a cooperação entre os produtores continue estável diante da volatilidade do mercado.
A queda de participação dos Emirados é vista como um divisor de águas nas relações dentro do cartel, com Abu Dhabi buscando maior autonomia. Analistas apontam uso do petróleo como instrumento da divergação com Riad, líder da aliança.
Nesta quarta, os contratos futuros do petróleo registraram forte alta, impulsionados pela incerteza sobre o fluxo de petróleo pelo Golfo e pelo impasse entre EUA e Irã. As cotações subiam expressivamente no fim da manhã.
O Brent para junho chegou a subir cerca de 7% durante o pregão, próximo a US$ 119 por barril na ICE, enquanto o WTI subia em torno de 7% na Nymex, perto de US$ 106,50 por barril. Os movimentos refletem a preocupação com o aperto de oferta.
O que muda com a saída dos Emirados
A retirada de Abu Dhabi reduz o peso da produção do grupo, especialmente entre os maiores produtores. Analistas destacam que, mesmo com o acordo, o impacto efetivo na oferta dependerá da capacidade de outros membros aumentar a produção diante de logísticas e restrições geopolíticas.
Panorama mundial do petróleo
A combinação de tensões no Golfo, sanções, e a postura dos grandes produtores mantém o mercado sob pressão. Empresas e governos acompanham com atenção a evolução das negociações entre EUA, Irã e aliados, que pode influenciar preços e disponibilidade.
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