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Pedidos por corredor humanitário pelo Estreito de Hormuz diante de ajuda vital

ONGs pedem corredor humanitário pelo estreito de Hormuz, diante do aumento de preços do petróleo e do bloqueio que atrasa e encarece alimentos, remédios e combustível

Refugees in Chad who have fled Sudan. Food aid is taking weeks longer to arrive with the strait of Hormuz closed.
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  • Organizações humanitárias pedem a abertura de um corredor humanitário pelo estreito de Hormuz, para permitir o envio de alimentos, combustível e medicamentos, diante da alta e da volatilidade dos preços do petróleo.
  • O aumento dos custos de transporte já impede a passagem de estoques críticos; o IRC relatou falta de US$ 130 mil em suprimentos em Dubai para atender cerca de 20 mil pessoas no Sudão.
  • A elevação do preço do petróleo está impactando operações de ajuda, com cortes de geradores e restrições em clínicas de países como Nigéria e Etiópia, segundo o IRC.
  • Ações da Cruz Vermelha Internacional e da Save the Children apontam que o acréscimo no custo do petróleo eleva o custo de envio, combustível, alimentação e itens médicos, prejudicando milhões de pessoas.
  • Países afetados e impactos: Sudão, Somália, Iêmen, Afeganistão, Bangladesh, Etiópia, Nigéria e outros; reduz disponibilidade de remédios e alimentos, elevando a insegurança alimentar global.

O aumento repentino dos preços do petróleo, impulsionado pela escalada do conflito entre EUA e Irã, está atrasando e restringindo o envio de alimentos, combustíveis e medicamentos a milhões de pessoas. Organizações humanitárias pedem a abertura de um corredor de emergência pelo estreito de Hormuz para facilitar o fluxo de suprimentos.

Segundo o IRC, a volatilidade dos custos de transporte eleva o preço de operações de resgate e atendimento, prejudicando diretamente as ações de emergência. Em Dubai, o IRC não conseguiu sacar US$ 130 mil em mantimentos destinados a 20 mil pessoas no Sudão, devido a interrupções logísticas.

A Federação Internacional de Socorros à Cruz Vermelha e ao Crescente Vermelho aponta que o aumento do preço do petróleo afeta tanto as vidas das populações quanto as operações humanitárias. A situação é particularmente crítica em países africanos onde a assistência depende de hubs internacionais para a distribuição.

Panorama internacional

Dados de Save the Children indicam que cada elevação de US$ 5 no preço do barril acrescenta cerca de US$ 340 mil mensais em custos de envio, combustível, alimentação e suprimentos médicos. A instituição estima que, se o preço do petróleo ficar em torno de US$ 100 ao longo de 2026, haverá um custo adicional de US$ 27 milhões no ano.

A Organização Mundial de Administração de Alimentos (WFP) projeta que cerca de 45 milhões de pessoas podem enfrentar maior insegurança alimentar, além das 318 milhões já vulneráveis, em função da escalada dos custos logísticos e da interrupção nas rotas de suministro. Em várias ocasiões, a agência tem sido forçada a redirecionar ou reduzir entregas.

Em Somalia, a Care alerta que o custo de importar medicamentos para desnutrição aguda triplicou desde o início do conflito, agravando a escassez de tratamentos. O WFP aponta alta de até 20% nos preços de alimentos devido ao encarecimento do combustível, além de elevar custos de transporte.

Impactos locais e regionais

Em Afeganistão, o custo de levar alimentos até regiões sem acesso fácil aumentou, com o WFP indicando que parte das remessas está sendo desviada por vias terrestres de sete países até Dubai, para evitar o estreito. No Myanmar, houve alta de 19% no custo de um carrinho de itens básicos, enquanto a organização observa que a logística para o Afeganistão ficou mais lenta.

A rede de operações da WFP também sinaliza que 1,5 milhão de pessoas pode deixar de receber apoio nos próximos meses, em função do aumento de preço do petróleo. A agência trabalha para redirecionar cerca de 93 mil toneladas de alimentos destinados a comunidades carentes, incluindo refugiados do conflito no Sudão, o que acarreta maior custo e atraso.

Desafios adicionais

O efeito se acentua na Yemen, onde a distribuição de bens básicos ficou mais cara em função dos custos de combustível. Já Bangladesh, designado pela Brac como o maior programa de desenvolvimento, relata que funcionários perdem em média cinco horas semanais em filas de combustível, reduzindo o tempo dedicado a ações em comunidades de acolhimento.

A escassez de fertilizantes e combustíveis, associada ao aumento de preços, afeta safras em várias regiões, elevando a insegurança alimentar. A Mercy Corps aponta que mudanças climáticas e interrupções no comércio podem aumentar tensões sociais e migração, caso não haja medidas de apoio rápido.

Estas avaliações reforçam o apelo de abrir um corredor humanitário pelo estreito de Hormuz como medida para reduzir custos logísticos e acelerar a entrega de alimentos, medicamentos e combustível a populações vulneráveis em vários países afetados pelo conflito e pela crise climática.

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