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Reino Unido reduz gastos com defesa diante de pressão sobre Malvinas

Reino Unido reduz gastos com defesa em 2025, em meio à tensão com a Argentina pelas Malvinas e à pressão de Milei por solução diplomática

O premiê britânico, Keir Starmer, e o presidente argentino, Javier Milei (Foto: Andy Rain e Matías Martin Campaya/EFE/EPA)
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  • O Reino Unido gastou US$ 89 bilhões em defesa em 2025, queda de 2% em relação a 2024, representando 2,4% do PIB e levando o país de quarto para sexto lugar entre os maiores gastos militares.
  • Entre os aliados, os Estados Unidos registraram US$ 954 bilhões em defesa em 2025, com queda de 7,5% por não ter ocorrido nova ajuda militar direta à Ucrânia.
  • Países da Otan como Alemanha (+24%), França (+1,5%), Itália (+20%), Polônia (+23%) e Espanha (+50%) aumentaram investimentos em defesa.
  • China e Rússia elevaram seus gastos militares em 2025, com altas de 7,4% e 5,9%, respectivamente.
  • No âmbito interno, cresce a crítica à baixa prioridade dada à defesa no Reino Unido, com debates sobre orçamento e metas de gasto, enquanto o tema Malvinas volta a ganhar relevância pela pressão argentina.

O Reino Unido reduziu gastos com defesa em 2025, segundo o Sipri, enquanto a tensão com a Argentina sobre as Ilhas Malvinas volta a subir. O orçamento em defesa caiu 2% ante 2024, totalizando US$ 89 bilhões, o que representa 2,4% do PIB britânico.

Entre os aliados da Otan, EUA foi o maior gasto do mundo em 2025, com US$ 954 bilhões, mas registrou queda de 7,5%. Os pesquisadores citam a ausência de nova ajuda militar direta à Ucrânia como fator dessa redução, indicando provável recuperação dos gastos em função de conflitos no Irã.

Mudanças entre os europeus

Alemanha, França, Itália, Polônia e Espanha aumentaram seus gastos militares em 2025, com altas expressivas em alguns casos. Esses aumentos contrastam com a queda britânica e ajudam a entender dinâmicas de defesa na região.

Contexto global

China e Rússia aumentaram investimentos em defesa, 7,4% e 5,9%, respectivamente, em 2025, segundo o Sipri. A disparidade entre ocidente e potências emergentes marca o ano, com impactos para alianças e estratégicas militares.

Sinais internos no Reino Unido

No Parlamento, há divergência sobre o ritmo de incremento orçamentário. A posição do governo trabalhista de Keir Starmer é de elevar defesa para 3% do PIB até 2029, mas com passos mais lentos que o esperado por especialistas. Um alto oficial afirmou que o ritmo atual está além do orçamento definido.

Força naval britânica em comparação

Relatório da Warship World, de março/abril de 2025, aponta que a Marinha Real perdeu terreno para a JMSDF. A JMSDF contava, à época, com 150 navios, 50,8 mil militares e 346 aeronaves. A RN somava 79 navios, 31,9 mil militares e 160 aeronaves.

Percepção pública

Pesquisa da YouGov indicou que apenas 37% dos britânicos acreditam que suas forças armadas teriam desempenho adequado em um cenário de guerra. Os números alimentam debates sobre capacidade de defesa no país.

Disputa pelas Malvinas e o cenário regional

Nos próximos passos da disputa com a Argentina, Milei busca solução diplomática, mantendo posição de reivindicação das Malvinas. Governo britânico não sinaliza mudança de postura, mantendo neutralidade diplomática conforme o Departamento de Estado dos EUA.

Repercussões regionais e opções

A tensão regional se volta para a influência dos EUA, que reconhecem a autoridade britânica sobre as Malvinas e mantêm posição neutra. Em paralelo, analistas destacam que a Argentina gasta menos em defesa (US$ 3,87 bilhões em 2025, 0,6% do PIB).

Opiniões e contexto regional no Brasil

Especialistas brasileiros destacam que a falta de rumo na política de defesa britânica provoca impactos internacionais, incluindo aquisições de navios usados pelo Brasil. A discussão envolve o financiamento de programas como o Ajax e a dependência de equipamentos norte-americanos.

Observações sobre o panorama militar

Analistas ressaltam que o ambiente global exige ajustes estratégicos dos países ocidentais. A cooperação com os EUA continua relevante, mas há pressões por maior autonomia e maior foco financeiro em defesa.

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