- Em 28 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu críticas de Friedrich Merz sobre a guerra no Irã, dizendo que o chanceler “não sabe do que está falando”.
- Trump afirmou que Merz acha normal o Irã ter armas nucleares e que, se o Irã tivesse uma arma, o mundo inteiro seria refém.
- O ex-presidente disse estar fazendo com o Irã algo que outras nações deveriam ter feito há muito tempo e criticou a Alemanha por estar mal economicamente.
- Merz, durante visita a Marsberg, afirmou que o regime iraniano está humilhando os EUA nas negociações e que os iranianos parecem mais fortes do que o esperado, questionando a estratégia americana.
- A relação entre Merz e Trump era considerada boa até recentemente, com visitas de Merz à Casa Branca; houve uma troca de farpas entre os dois.
Donald Trump rebateu críticas do chanceler alemão Friedrich Merz à atualções sobre o Irã nesta terça-feira, 28 de abril. Em postagens na Truth Social, o presidente dos EUA afirmou que Merz não sabe do que está falando ao sugerir que o Irã não representa risco nuclear. Trump alegou que, se o Irã tivesse uma arma nuclear, o mundo estaria sob ameaça constante e criticou a Alemanha por seu desempenho econômico e político.
A fala de Merz ocorreu durante uma visita a uma escola em Marsberg, no estado de Sauerland, onde avaliou a situação de negociações entre EUA e Irã. O chanceler afirmou que o Irã está fortalecendo sua posição e que os Estados Unidos não apresentam uma estratégia convincente para as negociações, destacando também a dificuldade de sair de conflitos passados, como Afeganistão e Iraque.
Merz manteve críticas à condução da política externa dos EUA, apontando que o regime iraniano exerce influência nas tratativas de paz e citando a Guarda Revolucionária como parte do desafio. Segundo o chanceler, o país pode estar subjugando a postura norte-americana nas negociações, o que ele descreveu como humilhação. A relação entre Merz e Trump já foi marcada por encontros frequentes na Casa Branca.
Contexto e relações entre as lideranças
Historicamente, Merz manteve contato próximo com Trump, recebendo-o em diversas visitas oficiais. A troca de farpas ocorre em meio à visita do rei Charles III ao país e a críticas feitas pelo primeiro-ministro britânico sobre o apoio de Londres às políticas contra o Irã. O episódio amplia o debate sobre a estratégia ocidental na região e o papel da Alemanha no alinhamento com a política externa dos EUA.
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