- Trump informou à Axios que rejeitou uma proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e manterá o bloqueio até um acordo sobre o programa nuclear.
- O bloqueio naval segue no centro do impasse; o Irã diz que não retomará negociações nem reabrirá o estreito enquanto as restrições persistirem.
- Os preços do petróleo sobem, com o contrato Brent atingando cerca de US$ 119 o barril.
- Fontes citadas pela Axios indicam planos de ataques curtos dos EUA contra o Irã para aumentar a pressão, enquanto Trump avalia manter o bloqueio.
- O presidente do Parlamento iraniano criticou Trump por usar pressão econômica para tentar forçar rendição, dizendo que a unidade nacional é a única solução.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Axios que não pretende suspender o bloqueio naval aos portos iranianos até fechar um acordo sobre o programa nuclear do Irã. A medida mantém o Estreito de Ormuz fechado, agravando o impasse que afeta o abastecimento global de energia.
Trump afirmou que a estratégia de bloqueio é mais eficaz do que bombardeios, sugerindo que o regime iraniano não pode manter uma arma nuclear sob esse cerco. Em entrevista por telefone, o presidente disse ainda ter rejeitado uma proposta recente de reabrir o estreito, o que, segundo ele, empurrou negociações sobre o programa nuclear para diante.
O cerne do conflito continua sendo o bloqueio naval, com o Irã se negando a retomar negociações enquanto as restrições permanecerem em vigor. O governo americano sustenta que o acordo de paz é necessário para encerrar uma guerra que, embora em cessar-fogo, causou instabilidade na região e pressionou os preços de energia.
Com o estreito praticamente fechado há dois meses, o mercado de petróleo mostra alta de preços. O petróleo Brent chegou a subir para US$ 119 por barril, em reflexo direto das restrições ao transporte marítimo e da incerteza sobre o desfecho das negociações.
Autoridades iranianas reiteram a posição de não recuar enquanto as sanções navais estiverem em vigor. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou Trump, alegando que a pressão econômica e a política de divisão interna visam forçar o Irã a ceder.
Na esfera econômica, representantes de grandes empresas participaram de uma reunião na Casa Branca para discutir como manter o bloqueio sem prejudicar consumidores americanos. Participaram gestores da Chevron e de traders globais, que analisaram impactos e estratégias de comunicação diplomática e comercial.
Entre na conversa da comunidade