- O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia demitiu o comandante da 14ª Brigada Mecanizada, acusado de ter ocultado o estado real de seus homens.
- A demissão ocorreu após uma mulher, esposa de um soldado, publicar fotos de três militares visivelmente subnutridos na linha de frente, na região nordeste de Kharkiv.
- A unidade atua na região do rio Oskil, em Kupiansk, e os suprimentos chegaram de forma irregular, conforme relatos de familiares e imprensa.
- O Exército disse que ataques russos às operações logísticas dificultaram o abastecimento por drones e por barcos que atravessam o rio Oskil.
- O novo comandante, Taras Maximov, prometeu evacuar os soldados desnutridos assim que as condições climáticas permitirem; fontes afirmam que alimentos foram entregues recentemente.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia informou, na sexta-feira, a demissão do comandante da 14ª Brigada Mecanizada. A demissão ocorreu após denúncias de que o estado real das tropas havia sido ocultado pela chefia da unidade. O órgão ressaltou falhas no fornecimento de alimentação e água aos soldados na linha de frente.
Segundo o Exército, várias posições foram perdidas e houve erros de cálculo quanto ao abastecimento. A brigada atua na região do rio Oskil, na área de Kupiansk, nordeste ucraniano. Além disso, ataques russos às linhas logísticas teriam piorado o cenário de suprimentos das tropas.
A unidade vem sendo abastecida por drones e por barcos que cruzam o rio, que tem sido alvo de ações de combate. O Exército disse que os ataques aéreos russos às travessias complicaram o apoio logístico às forças na área.
Comando e perspectivas
Taras Maximov assumiu o comando da brigada e informou, em reunião online com os soldados, que será priorizada a retirada para descanso assim que as condições climáticas permitirem. A gestão anterior foi responsabilizada por problemas no abastecimento alimentar.
A defesa do país indicou que mais alimentos já teriam chegado à unidade. Em áudio divulgado pela mídia local, um soldado pediu evacuação imediata caso as condições permitam. O episódio gerou reação de autoridades e analistas, que destacaram a pressão logística na frente de Kupiansk.
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