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Aung San Suu Kyi terá prisão domiciliar, diz mídia estatal

Aung San Suu Kyi será colocada em prisão domiciliar, segundo a mídia estatal, após anos detida em meio à guerra civil na Myanmar

This undated handout photo from the Myanmar military information team, released on 30 April, 2026, shows Aung San Suu Kyi talking in an undisclosed location.
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  • Aung San Suu Kyi, de 80 anos, será colocada em prisão domiciliar em uma residência designada, conforme divulgado pela MRTV.
  • A ex-líder detida desde o golpe de fevereiro de 2021 permanece com localização incerta e o país vive uma guerra civil.
  • A MRTV publicou pela primeira vez uma foto dela, sentada em um banco de madeira, cercada por dois agentes uniformados.
  • O porta-voz da Organização das Nações Unidas saudou a comutação e disse que é um passo importante para um processo político creível, com cessar da violência e diálogo inclusivo.
  • O filho Kim Aris afirmou não saber onde a mãe está nem como ela se encontra, solicitando prova de vida.

Suu Kyi, 80 anos, será transferida para prisão domiciliar, conforme a imprensa estatal de Myanmar. A medida envolve a redução de parte de sua pena, com cumprimento em residência designada. A notícia foi veiculada pela emissora estatal MRTV nesta quinta-feira.

A ex-líder está detida desde o golpe de 2021, que derrubou o governo civil que comandou. Sua localização tem sido incerta em meio a um violento conflito civil que persiste no país. A imagem pública divulgada mostra Suu Kyi sentada em um banco de madeira, acompanhada por dois militares.

Na ONU, o porta-voz Stephane Dujarric comentou o desfecho, chamando a comutação de um passo relevante para condições de um processo político crível. Ele ressaltou, porém, que a solução política deve exigir cessar a violência e abrir diálogo inclusivo.

Filho de Suu Kyi, Kim Aris, afirmou não ter confirmação sobre o estado de saúde ou mesmo se a mãe continua viva. Ele pediu uma prova de vida caso ainda esteja em condição de vida. A família não recebeu notificações diretas sobre a decisão.

Antes, Suu Kyi teve a pena total ampliada após uma série de processos considerados politicamente motivados por aliados. O acúmulo de sentenças chegou a mais de 30 anos, com reduções subsequentes e uma anistia que libertou um aliado próximo.

Nesta quinta, houve uma nova redução da pena como parte de uma amnistia geral para prisioneiros. A junta tem enfrentado pressão internacional para tratar detenções políticas com mais transparência, inclusive de blocos regionais.

Min Aung Hlaing, chefe do aparato militar e atual líder de facto, tem sido pressionado a ampliar o diálogo com a comunidade internacional. Em recente conversa com autoridades tailandesas, ele disse que a situação no país está sob avaliação sem indicar medidas específicas.

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