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Brasil supera EUA em ranking de liberdade de imprensa, diz RSF

Brasil sobe para 52ª posição no ranking de liberdade de imprensa, ultrapassando os Estados Unidos pela primeira vez desde 2002, aponta Repórteres Sem Fronteiras

Lula concede entrevista a jornalistas
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  • Brasil passou à 52ª posição no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2026, ultrapassando os Estados Unidos, que ficaram na 64ª posição.
  • O país avançou 58 posições desde 2022, quando era 111º colocado.
  • Em relação a 2025, houve alta de cinco posições, indo de 63º para 52º.
  • A RSF aponta fatores como protocolos para investigar crimes contra jornalistas, ausência de assassinatos de profissionais desde 2022 e maior facilidade de acesso à informação, além do fim de hostilidades do governo com a imprensa.
  • Mesmo com a melhoria, o Brasil permanece em condição problemática e precisa avançar em questões políticas, econômicas e sociais; Noruega ocupa a liderança e Eritreia está na pior posição.

Brasil ultrapassou os Estados Unidos pela primeira vez no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2026, divulgado pela RSF nesta quinta-feira, 30. O Brasil ficou na 52ª posição, enquanto os EUA aparecem em 64º. A mudança ocorre entre as 180 nações avaliadas.

O salto brasileiro representa avanço de 58 posições desde 2022, quando ocupava o 111º lugar, e de 5 posições em relação a 2025, ano em que ficou no 63º posto e passou a superar Washington pela primeira vez desde 2002, início do índice.

Segundo a RSF, a melhora do Brasil é associada a protocolos que investigam crimes contra jornalistas e ao fato de não haver registros de assassinatos de profissionais de imprensa desde 2022. A organização ainda cita facilitação de acesso à informação e o fim de hostilidades oficiais como fatores positivos.

Em contrapartida, os Estados Unidos registraram queda pelo quarto ano consecutivo, indo do 42º lugar, em 2022, para o 64º atual. A RSF aponta deterioração nos indicadores de Segurança e de Contexto Político no país.

Desempenho do Brasil e dos EUA

Para a RSF, o Brasil continua classificado como país com condições problemáticas, com necessidade de avanços em áreas políticas, econômicas e sociais. A organização cita ainda a melhoria relativa ao ambiente de imprensa local e à proteção de jornalistas.

Nos EUA, a entidade aponta agravamento de riscos para profissionais de imprensa e continuidade de tensões entre governo e veículo de comunicação, o que tem influenciado a posição negative. A RSF destaca que o ranking reflete mudanças nas supostas ameaças e na governança de mídia.

Contexto global e referências do ranking

A Noruega lidera o índice, com um ecossistema midiático dinâmico, forte emissora pública e editoras independentes. A Eritreia ocupa a última posição, com controle estatal total da mídia, sem veículos independentes e repressão a jornalistas.

O relatório da RSF avalia 180 países e regionais. Além de Brasil e EUA, o documento analisa tendências de segurança de jornalistas, liberdade de expressão e acesso a informações públicas. O estudo não envolve avaliações subjetivas dos jornalistas no terreno.

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