- O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou em audiência no Congresso que os democratas seriam o maior inimigo na guerra contra o Irã.
- O Pentágono revelou gasto preliminar de vinte e cinco bilhões de dólares, com especialistas dizendo que o valor é conservador e não cobre reparos em bases.
- O Departamento de Defesa pediu um orçamento de um vírgula cinco trilhão de dólares para o próximo ciclo, contrastando com a ideia de manter o país afastado de grandes conflitos externos.
- Em seis horas de sabatina, Hegseth defendeu a vitória da operação contra Teerã e justificou o investimento, mesmo diante de rejeição pública.
- Perguntas sobre a afirmação de neutralizar o programa nuclear do Irã na Operação Martelo da Meia-Noite geraram críticas, e o depoente reiterou sua posição, com novas sessões previstas no Senado.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, testemunhou no Congresso em meio a acalorados debates sobre a atuação militar no Oriente Médio. A audiência revelou tensões entre o governo e a oposição sobre os rumos do conflito com o Irã. O clima esquentou quando o termo atoleiro foi utilizado para descrever a situação regional, provocando reação firme de Hegseth.
Durante o depoimento, o chefe da Defesa criticou o que classificou como postura derrotista de parte dos democratas no Congresso e de alguns republicanos, afirmando que esses argumentos prejudicam a condução da operação. A fala gerou repercussão entre parlamentares presentes na ocasião.
Custos do Pentágono e a guerra
A sessão coincidiu com a divulgação de despesas oficiais. O diretor financeiro do Pentágono informou um gasto preliminar de 25 bilhões de dólares, número considerado conservador por especialistas, que apontam que os reparos em bases podem elevar o montante. Fontes de bastidores indicam que esse valor não cobre todos os impactos da operação.
Para comparação, o montante atual representa uma fração dos recursos destinados a apoiar a Ucrânia, tema de forte debate público. O Departamento de Defesa também solicitou um orçamento de 1,5 trilhão de dólares para o próximo ciclo, em meio a divergências sobre a participação do país em conflitos externos.
Durante as seis horas de questionamentos, Hegseth manteve postura firme, defendendo o andamento da operação contra Teerã. Apesar do tom de apoio ao esforço militar, a opinião pública dos EUA permanece amplamente desfavorável à escalada bélica, conforme pesquisas e coberturas recentes.
Garantir a neutralidade nuclear foi um dos argumentos centrais do secretário, que gerou novas perguntas sobre a confiabilidade das informações apresentadas. Ele havia dito anteriormente que o programa nuclear iraniano teria sido neutralizado em operações anteriores, o que suscitou debates sobre a real extensão da ameaça.
A defesa utilizou a comparação entre o tempo do conflito e a Guerra do Vietnã para justificar a duração da missão, provocando reação entre opositores. O depoente rebateu as críticas com veemência, afirmando que as escolhas estratégicas respondem a objetivos de segurança nacional.
Próximos passos
Após o dia de sabatina, as sessões continuam na sequência da semana. Hegseth retorna ao Congresso para esclarecimentos perante a Comissão de Serviços Armados do Senado, onde o escrutínio sobre o orçamento e a condução do conflito deve se intensificar. O tema permanece sob forte observação pública e governamental.
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