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Departamento de Justiça dos EUA prende 270 suspeitos de fraudes com criptomoedas

Operação internacional liderada pelo Departamento de Justiça dos EUA prendeu 276 suspeitos e desmantelou nove centros de fraudes com criptomoedas, focando golpe “pig butchering”

Hacker, criptomoedas, bitcoin, Polícia Civil, Distrito Federal
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  • Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou a prisão de pelo menos 276 suspeitos e o desmantelamento de nove centros ligados a fraudes com investimentos em criptomoedas.
  • A operação foi liderada pelo DOJ, com apoio do FBI, da polícia de Dubai e de autoridades chinesas, e teve foco em golpes do tipo “pig butchering” (construção de confiança para induzir vítimas a investir em plataformas falsas).
  • As vítimas, majoritariamente norte-americanas, sofreram perdas milionárias; investigações utilizaram denúncias do Internet Crime Complaint Center e análise de transações em criptomoedas.
  • Os golpistas exigiam abertura de contas em plataformas fraudulentas, transferências de ativos digitais e empréstimos para aumentar os investimentos, com fundos rapidamente lavados e redistribuídos.
  • Entre os detidos, há suspeitos ligados às organizações “Ko Thet Company”, “Sanduo Group” e “Giant Company”; quatro suspeitos foram presos no Sudeste Asiático e no Oriente Médio, incluindo Tailândia e Dubai. Outros dois investigados seguem foragidos.

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a prisão de 276 suspeitos e o desmantelamento de nine centros ligados a fraudes com criptomoedas. A operação, liderada pelo DOJ com apoio do FBI, da polícia de Dubai e autoridades chinesas, visou golpes do tipo pig butchering. O objetivo: coibir golpes que exploram investidores em criptoativos.

Segundo autoridades, as vítimas eram majoritariamente cidadãos dos EUA, com perdas milionárias. As investigações supplemental identificaram denúncias ao IC3, além de análise de registros financeiros e transações em criptomoedas. Os golpistas criavam plataformas falsas e induziam depósitos.

Os centros atuavam em redes internacionais, com integrantes ligados a grupos identificados como Ko Thet Company, Sanduo Group e Giant Company. Pelo menos seis indivíduos já foram formalmente acusados nos EUA por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Detidos ocorreram no Sudeste Asiático e no Oriente Médio. Thet Min Nyi, Wiliang Awang, Andreas Chandra e Lisa Mariam estão entre os presos. Outros dois investigados seguem foragidos.

Grupo e acusações

As autoridades destacaram que os investigados recrutavam vítimas, exigiam transferências para plataformas fraudadas e, em alguns casos, empréstimos para ampliar os investimentos. Fundos eram lavados e redistribuídos entre carteiras controladas pelos criminosos, com perdas significativas para usuários nos EUA. A ação é descrita como sem precedentes pela magnitude e coordenação internacional.

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