- A ex-líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, foi transferida para a prisão domiciliar, informou a mídia estatal nesta quinta-feira (30).
- A transferência ocorre mais de cinco anos após o Exército derrubar o governo civil e prender a laureada com o Nobel.
- Suu Kyi, de 80 anos, estava detida pela junta desde então; o paradeiro dela ficou incerto durante a guerra civil desencadeada pelo golpe de 2021.
- A emissora estatal MRTV disse que o restante da pena foi comutado para cumprir em uma residência designada, e a primeira imagem pública dela em anos foi exibida.
- O governo de Min Aung Hlaing enfrenta pressão internacional para libertação de presos políticos; Suu Kyi já havia passado 15 anos em prisão domiciliar sob a junta anterior.
A ex-líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, foi transferida para prisão domiciliar, segundo a mídia estatal MRTV. A medida ocorre mais de cinco anos após o golpe militar que derrubou o governo civil e prendeu Suu Kyi, laureada com o Nobel.
Suu Kyi, de 80 anos, estava sob custódia da junta desde o golpe de fevereiro de 2021. Ainda não havia confirmação oficial sobre o seu paradeiro durante o conflito armado que se intensificou no país do Sudeste Asiático.
“…o restante da pena de Daw Aung San Suu Kyi foi comutado para ser cumprido em uma residência designada”, informou a emissora estatal, exibindo pela primeira vez a ex-líder em anos.
Condenação e trajetória judicial
Ao todo, Suu Kyi foi condenada, em série de julgamentos, a 33 anos de prisão por acusações como corrupção, incitação, fraude eleitoral e violação de leis de segredo de Estado. As penas foram reduzidas ao longo do tempo, com anistias que já libertaram aliados.
A redução da pena incluiu uma primeira redução para 27 anos e reduções adicionais em anistias de Ano Novo, que também beneficiaram o ex-presidente Win Myint. A Justiça birmanesa tem sido alvo de críticas internacionais.
Estado atual e contexto
Antes da nova decisão, Suu Kyi já havia cumprido 15 anos em prisão domiciliar sob outra junta, em Yangon, junto ao Lago Inya. O golpe e a violência subsequente deixaram grande parte do país em conflito civil.
O atual líder militar Min Aung Hlaing, que derrubou o governo eleito, enfrenta pressão internacional para libertar presos políticos. Em recente contato com autoridades, ele afirmou que Suu Kyi estava sob cuidado adequado.
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