- Um jovem de quinze anos foi detido na França na investigação do ataque ao site da Agência Nacional para a Segurança dos Documentos, responsável pela emissão de carteiras de identidade e de habilitação.
- O ataque, ocorrido em quinze de abril, levou ao vazamento de dados de quase doze milhões de contas de cidadãos.
- O suspeito, conhecido como “breach3d”, foi mantido em custódia a partir de vinte e cinco de abril e encaminhado a juízes de instrução.
- O Ministério Público informou que entre doze e dezoito milhões de registros foram colocados à venda em fóruns de cibercriminosos, com informações autênticas confirmadas pela ANTS.
- O site da ANTS permaneceu fora do ar desde vinte e quatro de abril.
Um adolescente de 15 anos foi detido na França no âmbito da investigação de um ciberataque ao site da Agência Nacional para a Segurança dos Documentos (ANTS), órgão responsável pela emissão de carteiras de identidade e de habilitação. O ataque vazou dados de milhões de cidadãos.
Segundo o Ministério Público de Paris, o menor foi apreendido em 25 de abril e permanece sob custódia até novo encaminhamento judicial. A polícia pediu a formalização da investigação e medidas cautelares sob controle judicial, por ataques a um sistema automatizado de dados públicos.
O ataque ocorreu em 15 de abril, e o portal da ANTS ficou fora do ar até 24 de abril. A invasão expôs dados pessoais de quase 12 milhões de contas, incluindo nomes, e-mails e datas de nascimento. A ANTS confirmou a autenticidade das informações vendidas.
Desdobramentos da investigação
A administração identificou atividade incomum em 13 de abril e acionou a Promotoria de Paris, que iniciou a apuração em 16 de abril. O caso levou o ministro do Interior a solicitar apurações adicionais pela Inspeção-Geral da Administração.
O governo enfatizou a gravidade da situação e a necessidade de fortalecer a segurança digital. O gabinete do primeiro-ministro informou que um plano de ação foi iniciado em 9 de abril, com medidas emergenciais para todos os ministérios.
Contexto e panorama
A caso alimenta preocupações sobre hackers cada vez mais jovens no radar da Justiça francesa. Em episódios recentes, suspeitos com 21 e 17 anos foram formalmente acusados por ataques a órgãos públicos e redes de ensino.
O Ministério Público aponta que entre 12 e 18 milhões de registros foram disponibilizados em fóruns de cibercriminosos. A ANTS confirmou a veracidade dos dados comercializados. As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre motivação ou autoria.
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