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Guerra e autoritarismo reduzem a liberdade de imprensa global

Ranking 2026 aponta queda global da liberdade de imprensa; Brasil avança para a 52ª, mas segue classificado como problemático

Em mais da metade dos 180 países monitorados pela RSF, cenário da liberdade de imprensa é "difícil" ou "muito grave"
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  • A RSF aponta que cerca de 75% dos 180 países monitorados estão em situação “problemático” ou pior, com mais da metade nessa faixa de “difícil” a “muito grave”.
  • No Brasil, houve melhoria: passou da 63ª posição em 2025 para a 52ª em 2026, mas continua classificado como “problemático”.
  • A situação varia por região: países europeus costumam estar mais livres no topo do ranking, enquanto partes da África e da Ásia enfrentam condições mais duras.
  • Exemplos regionais: Polônia tornou-se mais livre após mudanças no governo; Eslováquia viu aumento da hostilidade contra a imprensa. Argentina vive queda de posição devido a ataques verbais de autoridades; nos EUA houve queda similar.
  • O relatório destaca ataques políticos, pressões econômicas e hostilidade contra jornalistas como principais mecanismos de repressão; 17 países melhoraram entre 2013 e 2026, mas 163 pioraram. A África do Sul mantém classificação “satisfatória” e é citada como exemplo de fortalecimento da imprensa pela sociedade civil.

Com três em cada quatro países classificados como problemáticos ou piores, o panorama global para o jornalismo independente é preocupante. O Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2026, da RSF, aponta queda generalizada na segurança de jornalistas.

A RSF monitora a situação desde 2002 e define liberdade de imprensa como a atuação de jornalistas de forma independente, sem interferências políticas, econômicas ou legais, com segurança física e mental assegurada.

Segundo o ranking, cerca de 75% dos 180 países avaliados têm condições problemáticas ou piores para a imprensa. Em mais da metade, o ambiente é de difícil a muito grave para o trabalho jornalístico.

Contexto regional e tendências globais

Entre os fatores que colaboram para o declínio estão conflitos armados e retórica hostil de autoridades. Países com regimes autoritários mantêm as condições mais restritivas, enquanto democracias experientes podem sofrer quedas rápidas de posição.

O Brasil aparece em melhoria relativa, subindo da 63ª posição em 2025 para a 52ª neste ano, ainda classificado como problemático. A RSF aponta sinais de avanço, ainda que permaneçam desafios estruturais.

Casos de maior variação

Na Europa, Polônia avança na liberdade de imprensa após mudanças de governo, enquanto a Eslováquia registra piora sob novo ciclo político. Entidades jornalísticas destacam ataques verbais e desincentivo ao exercício profissional.

No continente americano, a Argentina registra queda acentuada em função de campanhas de difamação contra a imprensa. A hostilidade envolve discursos presidenciais e ataques a jornalistas em redes sociais.

Contexto internacional e impactos

Nos Estados Unidos, a posição no ranking também caiu, associada a ataques à imprensa por parte de líderes políticos. Países como El Salvador aparecem em cenários de maior pressão sobre jornalistas, alinhados a tendências autoritárias observadas mundialmente.

Em áreas de conflito, como Iraque, Sudão, Sudão do Sul e Iêmen, a liberdade de expressão recua com destaque. Na guerra de Gaza, RSF contabiliza mais de 220 jornalistas mortos por ações durante o conflito iniciado em 2023.

Perspectivas e respostas

Especialistas destacam que ameaças sociais à imprensa se concentram em três frentes: intimidação institucional, perseguição por identidades e pressão econômica sobre a mídia. Em redes de apoio, jornalistas buscam fortalecer alianças com organizações de direitos humanos.

A África do Sul é citada como exemplo de sucesso, mantendo uma classificação estável de liberdade de imprensa desde 2013, sustentada pela atuação de uma sociedade civil vigorosa e de fóruns de imprensa ativos.

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