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Herdeiro da Cartier é condenado a prisão por esquema com criptomoedas

Herdeiro da Cartier é condenado a oito anos nos EUA por esquema de lavagem de dinheiro com criptomoedas, movimentando mais de US$ 470 milhões

Maximilien de Hoop Cartier, herdeiro da Cartier condenado à prisão
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  • Maximilien de Hoop Cartier, 58 anos, herdeiro da Cartier, foi condenado a oito anos de prisão nos Estados Unidos após investigação do FBI.
  • Ele operava uma corretora de criptomoedas sem licença e movimentou mais de 470 milhões de dólares, originados do tráfico de drogas, no esquema conhecido como “Célula Cartier”.
  • O esquema usava empresas de fachada registradas nos EUA que simulavam serviços de tecnologia, para dar aparência legal às transações de criptomoedas para dinheiro tradicional, enviado principalmente à Colômbia.
  • Em 2021 houve uma operação secreta na qual foram apreendidos cerca de 940 mil dólares; o herdeiro tentou recuperar parte do valor com documentos falsificados.
  • A Justiça determinou o confisco de cerca de 2,36 milhões de dólares e de contas bancárias associadas às empresas usadas na fraude.

O herdeiro da Cartier, Maximilien de Hoop Cartier, foi condenado a oito anos de prisão nos Estados Unidos. A decisão veio após investigação do FBI sobre um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo criptomoedas.

A acusação aponta que Cartier operava uma corretora de criptomoedas sem licença e movimentou mais de 470 milhões de dólares. O montante é estimado em cerca de 2,3 bilhões de reais.

O esquema, apelidado de Célula Cartier, usava empresas de fachada registradas nos EUA para simular serviços de tecnologia e tornar as transações aparentemente legais.

Segundo as autoridades, os valores eram convertidos de criptomoedas em dinheiro tradicional e enviados principalmente à Colômbia. Contratos falsos eram usados para dificultar rastreamento.

A investigação aponta que as operações eram fragmentadas para evitar suspeitas. Em 2021, uma operação secreta apreendeu cerca de 940 mil dólares ligados ao esquema.

Após a apreensão, Cartier tentou recuperar parte do dinheiro apresentando documentos falsificados às autoridades, conforme relatos oficiais.

Ao final do processo, a Justiça determinou o confisco de aproximadamente 2,36 milhões de dólares e de contas bancárias associadas às empresas envolvidas.

Cartier é descendente direto de uma das dinastias mais reconhecidas do setor de luxo. Fora dos negócios, também era conhecido por atuar como cantor sob o nome Max Cartier.

As investigações não apontam envolvimento direto de outras famílias, mas destacam a participação de empresas de fachada na movimentação financeira.

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