- Mais de 2 milhões de habitantes de Gaza ficaram deslocados pela guerra, vivendo em tendas e em prédios destruídos.
- Ratos mordem crianças e adultos, espalham doenças e destroem pertences; a OMS registra cerca de 17 mil infecções por roedores em 2026.
- Casos como o de Amani Abu Selmi mostram danos ao enxoval de casamento, com roupas roídas pelos roedores.
- Autoridades e hospitais alertam que o problema pode piorar no verão, agravado pela restrição de Israel à entrada de venenos e itens de controle de pragas.
- O saneamento está comprometido, com coleta de lixo irregular e água contaminada, o que alimenta a proliferação de roedores e doenças em Gaza.
A infestação de ratos em Gaza ganhou destaque por afetar milhares de deslocados. Ratos mordem crianças, disseminam doenças e destroem pertences, incluindo roupas de casamento, em tendas e áreas habitadas por quem vive em acampamentos na Faixa de Gaza. A crise ocorre em meio a um cenário de guerra e destruição.
Cerca de 80% dos prédios na região foram danificados ou destruídos, elevando o risco sanitário. Muitos moradores vivem em estruturas improvisadas, sem saneamento adequado, o que facilita a proliferação de roedores e parasitas. A OMS registra aproximadamente 17 mil infecções ligadas a roedores em 2026.
Aidan Abu Selmi, de 20 anos, deslocada em Khan Younis, relata que o enxoval de casamento foi comprometido por roedores que roeram roupas e bolsas da família. Outros moradores contam que as mordidas ocorrem principalmente à noite, dificultando o controle da infestação.
Casos envolvendo crianças aparecem com frequência: um menino de 3 anos foi mordido no pé e a família relata ataques repetidos durante a noite, mesmo com tentativas de vigilância. A situação leva famílias a dormirem em turnos para reduzir o risco de ataques.
A equipe médica de Gaza adverte que o problema tende a piorar com a proximidade do verão. A proibição israelense à entrada de materiais de controle de pragas agrava a dificuldade de manejo em hospitais, abrigos e acampamentos, onde a demanda por atendimento aumenta.
As autoridades destacam que o problema vai além das mordidas: há risco de doenças graves como leptospirose e, em casos extremos, até de peste. O confronto entre Israel e Hamas continua a complicar a entrega de ajuda, com restrições de entrada de insumos e de água potável.
Organizações humanitárias ressaltam que a falta de serviços básicos, como coleta de lixo e saneamento, alimenta a infestação. Países e parceiros internacionais trabalham para reduzir os riscos, mas a situação permanece crítica para as famílias que vivem em tendas e em áreas degradadas pela guerra.
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