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Júri da Bienal de Veneza renuncia em protesto por artistas russos e israelenses

Júri internacional renuncia em protesto contra participação de artistas russos e israelenses; premiação é transferida para 22 de novembro

O artista israelense Belu-Simion Fainaru mostrou a montagem de sua instalação na Bienal de Veneza e pediu para ser julgado apenas por sua arte
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  • O júri internacional da 61ª Bienal de Veneza renunciou no dia 30 de abril de 2026 em protesto contra a participação de artistas da Rússia e de Israel na mostra.
  • A comissão era liderada pela brasileira Solange Farkas, fundadora do Videobrasil, e assina junto com Zoe Butt, Elvira Dyangani Ose, Marta Kuzma e Giovanna Zapperi.
  • O comunicado foi divulgado pelo site e-flux; a declaração de intenções mencionava excluir artistas de países acusados de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional.
  • O Estadão procurou a organização da Bienal e Farkas para comentar, mas não houve retorno até o momento.
  • Em função da renúncia, a cerimônia de entrega de prêmios foi remarcada de 9 de maio para 22 de novembro, com dois prêmios a serem concedidos sob o princípio de inclusão e igualdade de tratamento.

O júri internacional da 61ª Bienal de Arte Contemporânea de Veneza renunciou aos seus cargos nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, nove dias antes da abertura oficial da mostra. O protesto acompanha a decisão de excluir artistas de Rússia e Israel da premiação, anunciada pela comissão liderada por Solange Farkas, diretora da Videobrasil.

A renúncia foi divulgada por meio do site e-flux, que usa o tom oficial de declaração de intenções. O texto afirma que a renúncia ocorre em reconhecimento à Declaração de Intenções de 22 de abril de 2026. Assinam o documento os jurados Zoe Butt, Elvira Dyangani Ose, Marta Kuzma e Giovanna Zapperi, além de Farkas.

A reportagem do Estadão procurou a organização da Bienal de Veneza e Solange Farkas para comentários, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. A decisão de excluir artistas de países alvo de críticas de direitos humanos é tema de debate entre curadoria e comunidade artística.

Ações e reação

Entre os participantes, Belu-Simion Fainaru, artista israelense, é o principal nome da delegação que integrará o Arsenale, espaço central da mostra. Fainaru afirmou ao The New York Times que não pretende ser discriminado e pediu avaliação pela qualidade e pela mensagem de sua obra. Do lado russo, cerca de 40 artistas devem expor na Bienal.

Em público, o contexto de tensões internacionais pesa sobre o evento. A decisão do júri ocorreu em meio a investigações do Tribunal Penal Internacional que envolvem figuras de Israel e ações associadas à Rússia. A Bienal ainda não divulgou posição institucional sobre esses questionamentos.

Nova data e próximos passos

Como consequência da renúncia, a organização adiou a cerimônia de entrega de prêmios, de 9 de maio para 22 de novembro. A nota oficial afirma que dois prêmios serão concedidos, mantendo o princípio de inclusão e tratamento igualitário entre os vencedores. A Bienal segue com seus preparativos para a edição Em Tons Menores.

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