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Júri presidido por brasileira na Bienal de Arte de Veneza renuncia

Júri internacional da Bienal de Veneza, presidido pela brasileira Solange Farkas, renuncia; votação popular cria Leoni dei Visitatori e a premiação é transferida para 22 de novembro

Comissão comandada por Solange Farkas pediu demissão à Bienal de Arte
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  • O júri internacional da Bienal de Arte de Veneza, presidido pela brasileira Solange Farkas, renunciou ao cargo.
  • A organização criou dois prêmios com votação popular, chamados Leoni dei Visitatori, que incluem participação da Rússia e de Israel.
  • A cerimônia de premiação foi transferida para 22 de novembro, no encerramento do evento.
  • A demissão ocorreu após uma vistoria do Ministério da Cultura, motivada pela exclusão anterior de Rússia e Israel dos Leões de Ouro e Prata.
  • A iniciativa de júri popular foi elogiada por autoridades locais, que a veem como forma de ampliar a participação do público no evento.

O júri internacional da Bienal de Arte de Veneza, presidido pela brasileira Solange Farkas, renunciou ao cargo. A organização da 61ª edição informou a decisão nesta quinta-feira (30) e anunciou mudanças no evento. Também foi divulgada a criação de dois prêmios com votação popular.

A saída ocorre após a comitiva vistoriar as instalações da Bienal, um dia depois da exclusão de Rússia e Israel dos Leões de Ouro e Prata pela comissão liderada por Farkas. A instituição enfatizou que a mudança ocorreu em meio à atual crise geopolítica.

Novos prêmios e participação

A Bienal instituiu os Leoni dei Visitatori, destinados a premiar o melhor artista e a melhor participação nacional na mostra. A premiação permite a participação de Rússia e Israel, conforme a lista oficial, e envolve quem possuir ingresso e visitar os espaços durante o período.

A presidente do Conselho Regional do Vêneto, Luca Zaia, elogiou a adoção do júri popular. Ele afirmou que a medida transforma uma dificuldade em oportunidade de participação pública. A organização também informou a transferência da cerimônia de premiação para 22 de novembro, última data do evento.

Contexto e datas

A renúncia ocorre em meio à crise institucional envolvendo o pavilhão russo, cuja participação é alvo de controvérsia entre Itália, União Europeia e autoridades locais. Farkas havia indicado que artistas de países cujos líderes são acusados de crimes contra a humanidade não poderiam concorrer à premiação.

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