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Kremlin afirma que forças russas permanecerão no Mali para conter extremismo

Rússia mantém forças no Mali para combater extremismo após ofensiva da Al-Qaeda e insurgentes tuaregues, sob abalo à imagem de segurança regional

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov — Foto: REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool/Foto de Arquivo
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  • O Kremlin informou que forças russas permanecerão no Mali para ajudar o governo militar a combater insurgentes.
  • A decisão ocorre após ofensiva surpresa de um grupo afiliado à Al-Qaeda na África Ocidental e de um grupo separatista dominado por tuaregues.
  • O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que a presença decorre de uma necessidade identificada pelo governo atual e que a Rússia continuará combatendo extremismo e oferecendo assistência.
  • O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, treinado pela Rússia, foi morto em ataque suicida no fim de semana; a África Corps da Rússia saiu de Kidal, e Moscou recorreu a helicópteros de ataque e bombardeiros para conter os insurgentes.
  • Analistas apontam que a imagem da Rússia como garantidora de segurança na África ficou abalada e que seus interesses estratégicos e econômicos no continente podem ficar ameaçados pela instabilidade.

O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (30) que as forças russas permanecerão no Mali para ajudar o governo militar a combater insurgentes, após uma ofensiva surpresa de um grupo ligado à Al-Qaeda na África Ocidental e de um grupo separatista dominado por tuaregues.

Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, a presença da Rússia decorre de uma necessidade identificada pelo governo atual; a Rússia continuará no Mali para enfrentar extremismo, terrorismo e outros fenômenos nocivos, além de manter o apoio ao governo.

O Mali confirmou a morte do ministro da Defesa, Sadio Camara, que era treinado pela Rússia, em um atentado suicida ocorrido no fim de semana. Em resposta, o Africa Corps russo foi forçado a se retirar de Kidal, cidade estratégica tomada por mercenários russos em 2023.

Para conter os insurgentes, Moscou recorreu à mobilização de helicópteros de ataque e de bombardeiros estratégicos, em operações que ampliaram a presença militar russa no país.

Analistas apontam que a imagem da Rússia como garantidora de segurança na África sofreu abalo diante dos recentes eventos. Os especialistas destacam que os interesses estratégicos e econômicos russos no continente ficam expostos à instabilidade regional.

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