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Líder do Irã afirma não aceitar exigências dos EUA

Irã sinaliza irredutibilidade frente a exigências dos EUA sobre programa nuclear e Estreito de Ormuz, defendendo patrimônio nacional

Imagem colorida mostra o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei - Metrópoles
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  • O aiatolá Mojtaba Khamenei afirmou que o Irã não aceitará as exigências dos EUA sobre o programa nuclear e o Estreito de Ormuz.
  • O conflito entre EUA, Irã e seus aliados persiste desde o fim de fevereiro, com ataques, retaliações e tentativas de cessar-fogo que não tiveram sucesso em abril.
  • O Estreito de Ormuz continua central na crise, pela passagem de cerca de 20% do petróleo mundial e pelo bloqueio que passou a cobrar pedágios de navios não aliados aos EUA e a Israel.
  • O Irã diz que o estreito só deve ser reaberto após o fim da guerra, enquanto os EUA pressionam para uma possível missão que rompa o bloqueio.
  • No nuclear, Teerã sustenta direitos pacíficos ao programa; Washington quer interromper o enriquecimento de urânio, e as negociações de abril de 2025 não chegaram a um acordo.

Oaiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou nesta quinta-feira que o país não aceitará as exigências dos EUA sobre o programa nuclear nem sobre o Estreito de Ormuz. A mensagem foi divulgada em redes sociais e veículos estatais iranianos.

Khamenei sinalizou que um “novo capítulo” se abrirá na região, após o que chamou de fracasso humilhante dos Estados Unidos na guerra. Segundo ele, estrangeiros que atuam de longe não têm lugar na área estratégica do Golfo Pérsico, nem no Mar de Omã.

O Estreito de Ormuz, passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, permanece no centro das tensões. O IRGC tem mantido o bloqueio, mas passou a cobrar uma taxa de passagem de navios não aliados aos EUA e Israel, com exceções para alguns países.

Essa cobrança gerou impacto no comércio mundial de petróleo e alimentou a volatilidade dos preços. Países como Paquistão, China e Índia já navegaram pela rota, mesmo com as tarifas em vigor, enquanto o Iraque ficou isento.

Ormuz segue como tema de negociações para avançar de um cessar-fogo para um acordo de paz entre Teerã e Washington. O Irã defende que a abertura total da rota só ocorra com o fim do conflito militar.

Programa nuclear

O Irã sustenta que o desenvolvimento nuclear para fins pacíficos é um direito nacional, enquanto os Estados Unidos buscam impor condições para interromper o que veem como ameaça à segurança. Em abril de 2025, Washington e Teerã retomaram contatos diplomáticos, sem chegar a acordo.

O governo iraniano reforça que o endurecimento das pressões, incluindo bloqueio naval, visa pressionar Teerã a negociar. O comando iraniano afirma que a população está pronta para defender o patrimônio nacional, incluindo capacidades tecnológicas e estratégicas.

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