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Marinha israelense prende ativistas australianos após interceptação de flotilha

Vídeo mostra marinha israelense abordando navios no mar internacional; ao menos seis australianos detidos, dois ainda em comunicação com familiares

Sarah Willing, the partner of Zack Schofield, one of the activists onboard the Global Sumud flotilla, along with his parents, Joanne and Peter Schofield.
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  • Pelo menos seis australianos estavam a bordo de barcos interceptados pela marinha de Israel em águas internacionais, parte da flotilha Global Sumud em direção a Gaza.
  • O total de australianos a bordo era de quatorze; até o momento apenas dois permanecem em comunicação, Anny Mokotow e Sam Watson.
  • Vídeos de CCTV teriam mostrado a entrada de soldados da defesa israelense nos barcos que navegavam rumo a Gaza após a interceptação de vinte e dois barcos.
  • Familiares de Zack Schofield, ativista de Newcastle, dizem estar assustados e cobram ações do governo australiano; o Departamento de Relações Exteriores e Comércio afirma buscar atualização com autoridades israelenses e oferecer assistência consular, com limitações devido ao conflito.
  • A Global Sumud afirma que os ativistas, representando cinquenta e cinco países, foram ameaçados com armas durante a atividade, com relatos de interferência de comunicações, drones e navios; a flotilha anterior, em outubro de 2025, já teve sete australianos detidos.

O Global Sumud flotilla, com mais de 50 barcos, deixou a Itália na segunda-feira com destino a Gaza para entregar 500 toneladas de ajuda e voluntários. Entre os tripulantes estavam 14 cidadãos australianos, que estavam a bordo de várias embarcações interceptadas pela Marinha de Israel em águas internacionais.

Na quinta-feira, a porta-voz da flotilha, Alexa Stewart, informou que apenas dois desses australianos permaneciam em comunicação e continuaríamos a acompanhar o desenrolar. As embarcações restantes teriam sido interceptadas no sudoeste da ilha grega de Creta, em águas internacionais, após a passagem de 22 barcos.

Familiares de um dos australinos, Zack Schofield, ativista climático de Newcastle, disseram estar恐 em busca de informações e expressaram preocupação com a segurança dele e dos demais. Outras pessoas citadas pela flotilha incluem Ethan Floyd, Neve O’Connor, Bianca Webb-Pullman, Surya McEwen e Cameron Tribe, todos listados entre os interceptados.

O contato com autoridades australianas tornou-se prioridade para a família de Schofield, que afirmou buscar retorno do ministro das Relações Exteriores, Penny Wong. Os pais do ativista, Joanne e Peter Schofield, destacaram a expectativa de que o governo ajude a assegurar a segurança dos compatriotas.

Para o Departamento de Relações Exteriores e Comércio (DFAT), há esforços para obter atualizações junto às autoridades israelenses. Em comunicado, o órgão informou que as informações podem ficar limitadas pela atual situação de conflito no Oriente Médio, mas que conselhos consulares estão disponíveis para os afetados.

Situação diplomática e desdobramentos

A flotilha Global Sumud afirma que os participantes, representando 55 países, enfrentaram ameaças e interferências durante a operação. A organização relatou relatos de rádio com interferência, drones militares e ordens para redirecionar a ajuda por canais controlados por Israel, sob argumento de cumprimento de blocos marítimos.

Na edição anterior da operação Sumud, em outubro de 2025, sete australianos foram detidos pela IDF, incluindo Surya McEwen, o que indica um histórico de detenções envolvendo o grupo. Autoridades israelenses não concederam informações adicionais até o momento, conforme apurado pela imprensa.

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