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OpenAI enfrenta ação por 7 famílias por uso do ChatGPT pela suspeita de massacre

Sete famílias processam a OpenAI por negligência, por não alertar a polícia sobre a suspeita no ChatGPT antes do massacre em Tumbler Ridge

A bandeira canadense é hasteada a meio mastro em Monteral no mês de fevereiro, após o massacre — Foto: Andrej Ivanov/Getty Images
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  • Sete famílias processam a OpenAI nos EUA, afirmando negligência ao não alertar a polícia sobre atividade da suspeita no ChatGPT antes do massacre em Tumbler Ridge, Colúmbia Britânica.
  • As ações afirmam violação de padrões de responsabilidade do produto e que a OpenAI auxiliou e instigou o tiroteio, que matou oito pessoas e deixou mais de vinte e cinco feridas.
  • A suspeita, Jesse Van Rootselaar, tinha descrições de violência ao usar o ChatGPT em junho anterior ao ataque; a polícia identificou-a em fevereiro e ela foi encontrada morta no local.
  • A OpenAI disse ter banido a uso associado à suspeita meses antes do ataque, reforçou protocolos de segurança e afirmou que, com regras atuais, encaminharia a conta às autoridades se a atividade fosse detectada hoje.
  • O CEO Sam Altman pediu desculpas aos moradores de Tumbler Ridge, e os advogados das famílias dizem buscar acesso a registros das interações entre a suspeita e o ChatGPT.

Oito pessoas morreram e mais de 25 ficaram feridas em um tiroteio ocorrido em fevereiro em Tumbler Ridge, uma cidade canadense de cerca de 2.700 habitantes. Sete famílias acionaram a OpenAI, fabricante do ChatGPT, alegando negligência e violação de padrões de responsabilidade de produto por não ter informado a polícia sobre a atividade da suspeita meses antes do ataque. A ação foi apresentada no Tribunal Distrital da Califórnia.

Segundo o processo, as famílias imputam à OpenAI falha na identificação de riscos e na comunicação com autoridades, vinculando a pior tragédia ocorrida na região nos últimos anos à omissão em monitorar a atividade da suspeita no ChatGPT. Entre as vítimas estão crianças e uma auxiliar de educação, conforme a queixa.

A suspeita é uma mulher jovem identificada pela polícia como Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, que foi considerada a responsável pelo ataque e morta no local. A OpenAI afirma ter feito alterações em suas políticas de segurança, incluindo reforço na detecção de padrões de risco e encaminhamento a autoridades, caso atividades novas fossem descobertas hoje.

A defesa das famílias afirma que a comunidade busca responsabilizar a empresa pela tragédia e solicita acesso aos registros das interações entre a suspeita e o ChatGPT. O advogado Jay Edelson ressaltou que a cidade de Tumbler Ridge sofreu impactos profundos, com escolas fechadas e moradores deslocados para abrigos temporários.

A OpenAI informou que já bloqueou a conta associada à suspeita meses antes do ataque e que, ao surgir uma segunda conta após a divulgação pública do nome, reforçou seus protocolos de segurança. A empresa também disse que, caso o incidente acontecesse hoje, encaminharia imediatamente qualquer evidência relevante às autoridades.

A ação foi registrada no Tribunal Distrital dos EUA, na Califórnia. Entre as vítimas estão Maya Gebala, 12 anos, e outras crianças, além de uma auxiliar da escola local. A cidade de Tumbler Ridge ainda lida com os reflexos do ataque, com escolas operando em instalações temporárias.

A defesa afirma que o objetivo é obter transparência sobre as interações entre a suspeita e o ChatGPT, enquanto a OpenAI mantém que reforçou procedimentos de segurança desde o ocorrido. A imprensa descreve o caso como um marco na discussão sobre responsabilidade de plataformas de IA.

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