- O presidente interino do Peru, José María Balcázar, fez declarações antissemitas em discurso durante celebração do 138º aniversário da Câmara de Comércio de Lima, na última terça-feira (28).
- Balcázar citou o filósofo Antonio Escohotado e disse que os judeus ajudaram a empurrar a Alemanha para a Segunda Guerra Mundial, controlando bancos e o comércio.
- Embaixadas de Israel e da Alemanha no Peru repudiaram as declarações, destacando que tais acusações são historicamente infundadas e ofensivas.
- A Associação Judaica do Peru também rejeitou as declarações, afirmando ser inadmissível atribuir às vítimas a origem da violência nazista.
- A Presidência do Peru divulgou nota afirmando que Balcázar apenas expressou opiniões de Escohotado, e que o Peru mantém sua posição de combater o fanatismo nazista e apoiar a criação do Estado de Israel.
O presidente interino do Peru, José María Balcázar, gerou revolta ao proferir declarações antissemitas durante a cerimônia de comemoração do 138º aniversário da Câmara de Comércio de Lima, na terça-feira, 28. A fala mencionou o livro Os Inimigos do Comércio, de Antonio Escohotado, e levantou a ideia de que judeus teriam contribuído para a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Balcázar afirmou que Escohotado descreve o papel dos judeus no comércio nacional e internacional na Alemanha e que esse grupo, segundo ele, influenciou o início do conflito ao controlar bancos e operações comerciais. As declarações foram recebidas com indignação por representantes internacionais e comunitários.
A Embaixada de Israel no Peru, em conjunto com a Embaixada da Alemanha, divulgou nota de repúdio. As duas representações pontuaram que atribuições de culpa a judeus pela guerra são historicamente insustentáveis e ferem a memória de milhões de vítimas do Holocausto. A Associação Judaica do Peru também rejeitou o discurso.
Diante da repercussão, a Presidência peruana divulgou um comunicado esclarecendo que Balcázar apenas expressou opiniões atribuídas a Escohotado. O governo ressaltou que mantém a posição de combate ao extremismo nazista e reforça o apoio à criação do Estado de Israel.
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