- Primeiro voo comercial direto dos EUA para a Venezuela em mais de sete anos aterrissou em Caracas, sinalizando abertura de relações entre os dois países.
- O voo da American Airlines, vindo de Miami, chegou ao aeroporto Internacional Simón Bolívar às 13h15, marcando um novo capítulo nas relações entre Caracas e Washington.
- O chargé d’affaires dos EUA na Venezuela, John Barrett, chamou o desembarque de “marco histórico” e citou o plano em três fases para o pós-Maduro: estabilizar o país, reativar a economia e avançar para uma transição democrática.
- Desde a captura de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez assumiu o poder, com concessões econômicas em petróleo e mineração.
- Em meio à expectativa de reabertura econômica e de viagens, há cautela sobre a possibilidade de uma transição política, com autoridades venezuelanas e turistas comemorando o retorno de ligações comerciais.
Um voo comercial direto dos EUA aterrissou em Caracas, marcando o primeiro enlace entre Washington e Caracas em mais de sete anos. A aeronave da American Airlines, vindo de Miami, chegou ao aeroporto internacional Simón Bolívar nesta tarde, sinalizando a abertura de um novo capítulo nas relações entre os dois países.
Autoridades americanas e venezuelanas destacaram o evento como marco de retomada de laços econômicos. O vice-presidente da empresa, José Freig, entregou um modelo de avião ao ministro venezuelano dos Transportes, Jacqueline Faría, em cerimônia de boas-vindas. O encarregado de negócios dos EUA na Venezuela, John Barrett, descreveu o feito como passo histórico na reconstrução de laços econômicos e da conectividade entre os povos.
Reabertura de laços econômicos
Barrett explicou que a iniciativa é resultado de um plano de três fases promovido pelo governo dos EUA para o pós-Maduro, envolvendo estabilização, recuperação econômica e eventual transição política. A recepção contou com passageiros venezuelanos que planejavam viagens para os EUA, enquanto a comitiva venezuelana celebrou a notícia como sinal de maior integração com o comércio global.
Félix Plasencia, principal diplomata venezuelano nos EUA, afirmou que o voo inaugural representa o início de uma série de rotas que podem facilitar deslocamentos entre os dois países. Um passageiro venezuelano, que fazia a viagem de Miami, mencionou que a rota facilita o trânsito entre as duas nações. A atmosfera no aeroporto combinou celebração com expectativa sobre o futuro das relações bilaterais.
O histórico de tensões entre os dois governos remete a 2019, quando os laços se romperam durante ações dos EUA contra o governo de Nicolás Maduro. Desde então, várias empresas aéreas reduziram operações para a Venezuela, que enfrenta uma crise econômica profunda e crescente migração. O governo venezuelano tem sinalizado reformas para atrair investimento externo.
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