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Quatro brasileiros entre ativistas presos por Israel em flotilha humanitária

Quatro brasileiros integram flotilha interceptada por Israel rumo a Gaza; ativistas detidos em águas próximas a Creta, gerando condenação internacional

O ativista brasileiro Thiago Ávila em Barcelona, na Espanha, em 11 de abril de 2026.
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  • Quatro brasileiros integram uma flotilha internacional com cerca de 211 ativistas interceptada por Israel em águas próximas à Grécia, a caminho da Faixa de Gaza.
  • Entre os brasileiros detidos estão Thiago Ávila, Amanda Coelho Marzall (Mandi Coelho), Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério; Ávila já havia sido preso em ações anteriores.
  • Segundo organizadores, os ativistas estavam a bordo de mais de vinte embarcações e seriam levados ao porto de Ashdod, em Israel; o governo israelense afirmou que a flotilha seria levada à Grécia.
  • A interceptação foi condenada internacionalmente; a Anistia Internacional e as Nações Unidas criticam a atuação das autoridades israelenses, que são acusadas de impedir a entrada de bens em Gaza.
  • Relatório divulgado recentemente aponta que serão necessários US$ 71,4 bilhões para reconstrução de Gaza na próxima década, em meio a danos generalizados e deslocamentos em massa desde outubro de 2023.

Uma flotilha internacional com mais de 200 pessoas, incluindo quatro brasileiros, foi interceptada por Israel enquanto se dirigia à Faixa de Gaza com ajuda humanitária. As ações ocorreram em águas próximas à costa da Grécia.

O grupo contava com cerca de 211 ativistas e mais de 20 embarcações. Entre os brasileiros detidos está Thiago Ávila, que já participou de ações anteriores e integrava o comitê diretor da flotilha. Outros brasileiros listados são Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério.

Os organizadores informaram que os ativistas estavam em um navio da Marinha israelense que os levaria ao porto de Ashdod, no sul de Israel. O governo de Israel informou que os ativistas seriam levados à Grécia.

Interceptação e versão oficial

Hélène Coron, da Global Sumud, informou que pelo menos 211 ativistas foram detidos. O Ministério das Relações Exteriores de Israel havia citado 175 presos anteriormente. Segundo a organização, houve uso de armas de fogo para forçar o deslocamento no convés.

O Ministério israelense descreveu a operação como atuação contra uma “flotilha de propaganda” e disse ter encontrado preservativos e drogas a bordo. O porta-voz dos organizadores contestou a alegação como desinformação.

Contexto humanitário e histórico

A ação ocorre em meio a denúncias de privação de água em Gaza e a projeções de reconstrução que chegam a US$ 71,4 bilhões. Organizações internacionais denunciam bloqueio que dificulta a entrada de bens no território.

O bloqueio e a crise hídrica persistem desde 2023, agravando a situação humanitária na região. Dados de ONGs e da ONU apontam alto nível de deslocamento e danos à infraestrutura.

Repercussões internacionais e desfecho

A atuação das forças israelenses foi alvo de condenação por organizações como a Anistia Internacional. A guarda de fronteiras controla entradas a Gaza, conforme relatos de várias entidades internacionais.

Grupos que promovem ações de ajuda humanitária já deram continuidade a ações similares, com participação de figuras públicas, em outros cenários da região. As autoridades não divulgaram detalhes sobre a liberação ou destino final dos ativistas.

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